O site 24/7 Wall St. revelou na última sexta-feira (24 de junho) uma lista de 10 empresas ou marcas que devem desaparecer completamente em 2012. Entre os nomes de destaque que figuram na seleção estão a Sony Pictures, Sony Ericsson, Nokia, MySpace e a rede de lojas norte-americana Sears.

A lista faz parte de uma tradição do site, que todo ano publica uma seleção de nomes que tem tudo para desaparecer em breve. Em 2010, a lista foi bem sucedida ao prever o fim da T-Mobile, comprada pela operadora AT&T por US$ 39 bilhões. Outra aposta bem-sucedida foi o desaparecimento da Blockbuster, que abriu falência e, em abril de 2011, foi adquirida pela Dish Network.

Porém, as previsões feitas pelo site nem sempre se realizam: entre os nomes que figuravam na lista do ano passado e permanecem ativos estão a Kia, Moody’s, BP e a loja de joias Zale. Confira abaixo os selecionados em 2011 e os motivos pelos quais eles podem desaparecer em 2012.

1) Sony Pictures Entertainment

(Fonte da imagem: 24/7 Wall St.)Segundo o 24/7 St, o estúdio de cinema controlado pela gigante japonesa deve desaparecer como um reflexo da crise pela qual a empresa passa. Além de a receita da empresa ter caído 15% no último ano fiscal, com lucros operacionais 10% menores no período, a Sony sofre com a competição acirrada em suas principais áreas de atuação.

Além de as vendas de consoles serem prejudicadas pelos produtos da Nintendo e da Microsoft, a japonesa vê cada vez mais consumidores de eletrônicos preferirem os produtos da Apple. O site afirma que a única maneira de o CEO Howard Stringer conseguir recuperar as perdas da companhia e aumentar o valor das ações é através da venda de uma operação de sucesso – no caso, seus estúdios de cinema.

As previsões do site parecem exageradas, ainda mais quando se leva em conta que o Sony Pictures detém franquias de sucesso como as séries Homem-Aranha, Caça-Fantasmas e Homens de Preto. Além disso, o anúncio de aparelhos como o Vita e os tablets S1 e S2 mostram que a companhia pode não estar tão desesperada quanto os analistas de mercado dão a entender.

2) A & W

A rede de restaurantes A & W All American Food foi fundada em 1919, e se notabilizou por ser uma das primeiras a investir no formato “drive-in”. Os motivos pelos quais a rede deve desaparecer em breve é seu tamanho reduzido, possuindo somente 639 lojas espalhadas pelo mundo – número expressivo comparado ao Subway, por exemplo, rede que possui mais de 35 mil unidades.

A Yum! Brands, dona da A & W, colocou a rede de lojas à venda em janeiro de 2011, porém, até o momento, não surgiu nenhum comprador interessado em adquiri-la. Para a companhia, é mais lucrativo investir nos restaurante Kentucky Fried Chicken (também de sua propriedade) do que em um negócio que não possui força o suficiente para competir com os grandes nomes do mercado.

3) Saab

(Fonte da imagem: 24/7 Wall St.)Criada em 1949 pela companhia sueca Svenska Aeroplan, o Saab deve desaparecer devido à falta de visibilidade global da marca. Após a marca ser abandonada pela General Motors em 2008, os direitos sobre o nome do automóvel passaram à fabricante Spyker, que atualmente sofre com as baixas vendas da marca – somente 32 mil Saabs foram vendidos em 2010.

O baixo potencial de vendas da marca, que fica abaixo dos 50 mil automóveis vendidos globalmente, é o principal responsável pelo qual o Saab deve sumir de vez em 2012.

4) American Apparel

A loja de roupas American Apparel deve desaparecer devido à queda nos lucros obtidos pela companhia nos últimos anos. Embora tenha presenciado um grande crescimento entre 2003 e 2008, desde então, a empresa vem testemunhando perdas operacionais na ordem dos 8% por ano – situação que se complicou ainda mais devido ao aumento no preço do algodão.

Apesar de vender parte de suas ações para o empresário canadense Michael Serruya e para o Delavaco Capital, a empresa não possui um nome expressivo para se expandir para além dos Estados Unidos. A falta de financiamento e a incapacidade de competir com outras lojas grandes devem ser o principais responsáveis pelo fim da American Apparel – isso sem contar com os processos de assédio sexual enfrentados pelo CEO da companhia, Dov Charney.

5) Sears

(Fonte da imagem: 24/7 Wall St.)A Sears Holdings, dona das redes Kmart e Sears, enfrenta perdas constantes nos últimos anos – de 2006 para cá, houve uma queda de 55% no valor das ações da empresa. Devido a isso, a companhia em breve deve se livrar de um de seus nomes de peso, que competem entre si no mesmo mercado.

Como o Kmart está em uma situação melhor que a Sears, tudo indica que esta será escolhida pela empresa para ser eliminada. Ao unir as duas companhias sob um único nome, a Sears Holding deve ter uma queda nos custos operacionais, o que vai permitir encarar de frente concorrentes como o Walmart e a rede Target.

6) Sony Ericsson

Segundo o 24/7 Wall St., a incapacidade da companhia em emplacar aparelhos no mercado de smartphones deve ser a responsável pelo fim da marca em 2012. Em 2008, a empresa vendeu 97 milhões de unidades de seus aparelhos, número que caiu para somente 43 milhões em 2010.

(Fonte da imagem: Sony Ericsson)

A popularidade crescente do iPhone e a competição com marcas como a HTC e Research In Motion fazem com que todas as previsões de vendas futuras da Sony Ericsson sejam negativas. Rumores indicam que a Sony pode estar pronta para adquirir os direitos sobre a marca, renomeando os aparelhos exclusivamente com seu nome em uma tentativa de aproximá-los a nomes fortes como o Playstation 3 os computadores da linha VAIO.

7) Corn Pops da Kellogs

Uma mudança na dieta dos Estados Unidos é o principal motivo pelo qual o Corn Pops deve desaparecer das prateleiras do país. No ano fiscal de 2010, a marca teve uma queda de 18% nas vendas, situação que deve piorar com o aumento no preço do milho, principal matéria-prima utilizada na produção do cereal.

A presença de grandes quantidades de gordura saturada e de BHT, produto usado em fluídos de embalsamento, também devem afastar os consumidores, devido à crescente preocupação demonstrada em relação a alimentos industrializados prejudiciais à saúde.

8) MySpace

Aquela que entre 2006 e 2008 foi considerada a maior rede social do mundo está praticamente encerrada. Atualmente, somente 20 milhões de usuários acessam o site em uma base mensal – nada comparado aos mais de 700 milhões de usuários que o Facebook possui atualmente.

(Fonte da imagem: MySpace)

A News Corp, detentora da marca, anunciou em fevereiro a venda do MySpace, porém, até o momento, não houve nenhuma informação concreta sobre algum comprador interessado. Caso a situação permaneça a mesma, a empresa já anunciou que vai simplesmente encerrar as atividades da rede social, cujo custo de manutenção atualmente não é mais viável.

9) Soap Opera Digest

O fim da revista especializada em novelas se deve a dois fatos. O primeiro deles é a redução no número de produções do tipo, que estão sendo substituídas por programas de auditório, que se mostram mais baratos de produzir.

O segundo é o aumento de oferta de sites gratuitos na internet, capazes de oferecer as mesmas informações com uma velocidade muito maior. Com uma base de assinantes que diminui a cada ano, tudo indica que a revista deve chegar ao fim nos próximos meses.

10) Nokia

(Fonte da imagem: Nokia)Segundo o 24/7 Wall St., são grandes as chances de que a Nokia venha a desaparecer em 2012 devido à sua pequena participação no mercado de smartphones. Embora a companhia ainda detenha 25% do mercado mundial de telefonia celular, o site prediz que outras empresas podem estar prestes a investir na compra da gigante finlandesa, que atualmente teria valor de mercado próximo aos US$ 22 bilhões.

Entre os compradores em potencial estão a HTC e a Microsoft, que atualmente se tornou a principal parceira da Nokia ao providenciar o software utilizado nos próximos smartphones da companhia. Além delas, a Samsung e a LG também estariam prontas para fazer uma oferta e, assim, chegar ao primeiro lugar no ranking das maiores fabricantes de celulares do mundo.

É preciso notar que o fim da Nokia está cercado de suposições que tem grandes chances de não serem confirmadas. Apesar de a empresa ter sofrido quedas em sua participação de mercado nos últimos anos, aparelhos com o sistema operacional Symbian ainda possuem o domínio de mercados emergentes importantes, como a Índia.

Além disso, ainda é muito cedo para dizer se a parceira com a Microsoft e o sistema operacional Windows Phone 7 renderá os resultados esperados. Com isso, o fim da Nokia não é impossível, mas parece ser a aposta mais improvável feita pelo 24/7 Wall St. em 2011.

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