Star Wars: roteirista comenta as principais escolhas do filme

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Star Wars: A Ascensão Skywalker chegou aos cinemas para encerrar a saga da família Skywalker. Para conseguir dar um desfecho tão importante, o diretor J.J. Abrams optou por algumas decisões que não agradaram todos os fãs. A IndieWire conversou com Chris Terrio, roteirista do último Star Wars, para que ele explicasse algumas das decisões do filme.

Atenção: o texto a seguir contém spoilers de A Ascensão Skywalker

O retorno de Palpatine foi uma das grandes revelações do filme, mas Terrio diz que sua presença era importante para que a conclusão da saga Skywalker fizesse sentido:

“J.J. disse que seria estranho Palpatine não estar de alguma forma neste filme”, explicou Terrio. “Acho que o que queríamos dizer é que essa guerra nunca terminou realmente. Sim, houve a vitória da maior geração, e essa foi uma verdadeira vitória, e o equilíbrio foi alcançado por um tempo, mas toda geração precisa lutar pelo equilíbrio novamente. Ficamos emocionados com a ideia de que a pessoa que deveria lutar para recuperar o equilíbrio que Anakin Skywalker ganhou era o descendente de seu maior inimigo que corrompeu Anakin Skywalker em primeiro lugar”.

O roteirista também comentou que trazer o passado de Rey novamente era importante para que a personagem pudesse ter seu arco concluído da melhor maneira possível.

“‘Quem é Rey?’, é muito mais que uma pergunta factual, é uma questão de caráter”, disse Terrio. "Eu acho que Rey tem que continuar se perguntando quem ela é. No início do filme, Rey é uma pessoa diferente do que ela é no final, mas ela teve que passar por essa estrada de testes para chegar à pessoa que ela é no final do filme”.

(Fonte: IMDb/Reprodução)
(Fonte: IMDb/Reprodução)

Sobre a sequência final do filme, o roteirista explicou que levar os sabres até Tatooine era uma maneira de honrar a memória de Luke e Leia, deixando os dois juntos simbolicamente.

“Nós pensamos nisso apenas prestando respeito e desfazendo o pecado original no final do terceiro filme, que é a separação dos gêmeos”, comentou Terrio. Deliberadamente, no roteiro, descrevemos o embrulho dos sabres, 'como se você estivesse embrulhando bebês'. É o que você vê no terceiro filme, onde os dois bebês são embrulhados e um é enviado para Tatooine para ser um fazendeiro, e um é enviado para Alderaan para ser uma princesa. Então pensamos que era um final adequado, que agora Rey, tendo se tornado parte do legado de Skywalker, colocaria os sabres para descansar juntos”.

Terrio continua explicando que a fala final de Rey foi uma maneira de dizer que a saga Skywalker havia chegado ao fim, mas que o legado da família continuará vivo.

“Bem, logo no início, descobrimos que queríamos que ela dissesse isso”, disse Terrio. “Foi logo depois que decidimos que queríamos realmente abraçar essa ideia de que Rey tinha vindo da linhagem mais sombria que se possa imaginar, mas no decorrer do filme, um Palpatine se torna um Skywalker. Isso, para nós, parecia o final adequado, porque no início da trilogia, há um Skywalker que está sendo corrompido para se tornar mais como Palpatine. No final, pensamos que a vitória final da Luz e o ato final de auto-afirmação de Rey foi declarar que, apesar de seu sangue, ela é uma Skywalker. Nesse momento, os Skywalkers realmente vencem a saga da família”.

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