A nova fase da Operação Hashtag, investigação deflagrada pela Polícia Federal (PF) cujo objetivo é combater o terrorismo, resultou na prisão temporária de dois suspeitos de fazer apologia online ao Estado Islâmico. A ação foi realizada na última quinta-feira (11), em São Paulo. Outras três pessoas foram interrogadas e cinco mandados de busca e apreensão foram também executados.

Os suspeitos fariam parte de um grupo detido no mês passado, durante a primeira etapa da operação. “A iniciativa do Governo Federal, por meio do trabalho integrado dos órgãos de defesa, segurança e inteligência, tem o objetivo de garantir a segurança dos Jogos Olímpicos e o bem-estar dos cidadãos”, comunicou a PF através de uma nota oficial.

Conforme explica o juiz Marcos Josegrei da Silva, titular da 14ª Vara Federal de Curitiba (PR), a comunicação entre os suspeitos era feita através de aplicativos de mensagens e via redes sociais. Apesar de aparentemente não possuírem descendência árabe, os detidos adotavam codinomes árabes para exaltar o terrorismo, o que motivou a prisão.

Apps de mensagens e redes sociais foram monitoradas pela PF

Para configurar crime, basta que o cidadão promova uma organização terrorista pessoalmente ou através de um meio de comunicação, segundo o artigo 3º da nova lei antiterrorismo. “A gente tem quebras, conversas em redes sociais, aplicativos de mensagens instantâneas. Há uma exaltação recorrente aos atos terroristas”, observou o juiz.

Sobre as mais recentes prisões, Josegrei afirmou ao G1 que “[...] há exaltação a atos terroristas conhecidos recentemente ao redor do mundo e afirmações do tipo que aquele ato é um ato nobre, um ato que deve ser parabenizado, que deve ser congratulado”.

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