Tablets, smartphones, notebooks... Cada vez mais o mercado recebe uma enxurrada com os mais diversos tipos de aparelhos, inclusive, aqueles com qualidade e procedência duvidosa. Na internetm pesquisar sobre a veracidade de uma informação é uma tarefa simples, mas quando você está numa loja física, a situação pode ser um pouco mais complicada.

Para facilitar a vida do consumidor, abaixo seguem cinco dicas para auxiliar quem vai comprar produtos de tecnologia a não entrar em uma roubada. Elas foram elaboradas por Charles Blagitz, CEO da empresa Point Seven, e especialista no desenvolvimento de novos sistemas tanto nas áreas de hardware quanto software.

Olhe com atenção a embalagem do produto

Podemos conhecer muito sobre ele e sobre a empresa fabricante ou importadora só de ler os textos escritos. Se o fabricante ou o importador não investiu na tradução da caixa, com textos coerentes e sem erros de ortografia e concordância, imagine então a qualidade do produto. Fuja deles.

Se possível, olhe também o manual. Muitas empresas para economizar, colocam um livretinho de duas ou três páginas, com quase nenhuma informação ao consumidor. Isso também demonstra a falta de vontade de investimento no respeito ao consumidor. Compre de outra marca.

Procure os telefones de contato e suporte técnico

Empresas que respeitam o consumidor colocam essas informações às claras, fáceis de encontrar. Quando não conseguimos encontrar as formas de contato para uma possível reclamação pós venda, é porque a empresa não quer ser encontrada ou não quer saber do cliente depois que ele já comprou o produto. Existem muitas marcas e modelos no mercado e você com certeza irá encontrar um bom produto de uma marca que tenha a preocupação com o pós venda. 

Visite o site da empresa antes de comprar o produto

Se você não tiver um smartphone com acesso à web na hora, acalme seus ímpetos de compra e vá para casa. Lá, faça uma pesquisa no site da empresa e veja se as informações que constam na página eletrônica conferem com o que o produto oferece (tire uma foto das especificações do produto na loja), e se ele já não está “descontinuado”.

Com a velocidade da tecnologia de hoje, qualquer produto fica velho em seis meses. Também é interessante ver a opinião de outros usuários e clientes sobre determinado produto ou marca.

Assistência técnica

É algo que ninguém quer usar, mas, infelizmente, se o produto vier a apresentar defeito (o que é totalmente possível independente da qualidade e procedência da empresa), é onde você irá conhecer de fato a empresa fabricante/importadora do seu produto. O atendimento deve ser rápido, e o atendente deve mostrar conhecimento do produto e cordialidade com o cliente, dois fatores primordiais que determinam a qualidade do suporte.

É importante saber se a empresa possui oficinas especializadas nas principais capitais. Mesmo que não tenha vários pontos, pelo menos um contrato com os Correios irá facilitar muito o processo de enviar – esperar - receber de volta. Quando enviar o produto, certifique-se de que ao atingir os 20 dias da data do envio, a empresa já se pronunciou quanto à solução do problema.

Se ninguém se manifestar, não pense duas vezes: faça uma reclamação fundamentada, sem paixões nem ofensas, no site do Reclame Aqui, no Facebook (isso ajuda muito) e também no novo portal Consumidor, do governo. Nenhuma empresa quer ficar com seu nome manchado na praça.

Qualidade do produto

O Brasil sempre foi considerado o latão de lixo de tecnologia do mundo. Tudo o que não vende nos Estados Unidos, Europa ou qualquer outro país acaba sendo despejado aqui, quer seja via legal ou via Paraguai. Sempre existe um motivo para um produto ser o mais barato, o chamado “primeiro preço”. O mais provável é a descontinuidade dele como produto, ou então a real falta de qualidade do mesmo.

Não é errado comprar produtos mais baratos, afinal dinheiro não dá em árvore, mas sempre é bom desconfiar. Muitos usuários se arrependeram de ter comprado um tablet ou smartphone de primeiro preço e se perceberam o erro amargamente. Não é culpa da marca e sim do próprio cliente que decidiu aceitar o apelo de preço em detrimento da qualidade ou da vida útil do seu produto.

* Este artigo foi escrito por Charles Blagitz, CEO da empresa Point Seven, e especialista no desenvolvimento de novos sistemas tanto nas áreas de hardware quanto software, bem como na criação de produtos, fabricação em regimes de SKD e CKD, mercado em que atua há aproximadamente 20 anos. Além disso, o especialista também possui alta experiência na área de marketing, atuante desde a incubação de campanhas até a coleta de resultados, e também na área de usabilidade, analisando a interação usuário x produto.

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