A MPAA (Motion Picture Association of America) assumiu na última terça-feira (3) a responsabilidade pela morte do Popcorn Time, programa popular que permitia assistir filmes de forma ilegal via o protocolo BitTorrent. Nos últimos meses, surgiram diversas versões do serviço, sendo que uma de suas distribuições mais populares foi encerrada em outubro deste ano depois de uma disputa entre seus desenvolvedores.

A MPAA afirma que seis de seus membros iniciaram um processo legal no Canadá contra os operadores do domínio popcorntime.io e um processo separado na Nova Zelândia para atingir os donos do site de BitTorrent que oferecia conteúdos ilegais ao serviço em questão. Vale notar que, mesmo com essas ações, domínios como o popcorn—time.se ainda estão ativos.

“O Popcorn Time e o YTS são plataformas ilegais que existem para uma razão clara: distribuir cópias roubadas dos mais recentes filmes e shows de televisão sem compensar as pessoas que trabalharam duro para criá-los”, afirma o CEO da MPAA, Chris Dodd. “O desenvolvimento de entretenimento de alta qualidade exige investimentos significativos de tempo e recursos, e os criadores dependem de um ecossistema justo que minimiza o impacto significativo da pirataria”.

Vitória para Hollywood

Embora seja difícil acreditar que um dia Hollywood vá vencer completamente a pirataria, o fim do Popcorn Time pode ser considerado uma bela vitória para a MPAA. Entre os motivos que tornaram o serviço famoso está sua facilidade de uso, algo que fez ele ser considerado o “Netflix pirata”.

O uso do protocolo BitTorrent também evitava que os consumidores tivessem que baixar os conteúdos para poder assisti-los ao mesmo tempo em que dificultava encontrar a fonte do arquivo ilegal utilizado. É possível que outros desenvolvedores causem uma ressurreição do serviço, mas fica claro que qualquer iniciativa nesse sentido vai ser respondida de forma enfática pelos estúdios.

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