Alguns consumidores devem ter pulado de alegria com a notícia de que a sequência de “O Tigre e o Dragão” seria lançada simultaneamente nas telonas e no Netflix. Entretanto, quem não ficou muito contente com a informação foram algumas das maiores redes de cinemas dos Estados Unidos e da Europa.

A produção despertou a ira de grandes companhias do segmento, que reprovaram a iniciativa do estúdio Weisnstein Company em parceria com a Netflix. O longa já está nas fases de filmagens na Nova Zelândia e tem estreia prevista para o dia 28 de agosto de 2015.

A Cinemark, rede bastante famosa aqui no Brasil, informou ao site Variety que nenhuma de suas salas, nem mesmo as IMAX, exibem filmes com lançamento simultâneo nos cinemas e em serviços de vídeo por demanda. Segundo a companhia, dessa vez não será diferente. Russ Nunleym, porta-voz da Regal, outra rede de cinemas famosa, deu uma declaração ainda mais definitiva a respeito do assunto:

“Na Regal, nós não vamos participar de um experimento em que você pode ver o mesmo filme em telas de tamanho que podem variar de três andares de altura até três polegadas de uma smartphone“, afirmou Nunleym. As redes AMC e Carmike, empresas que também são líderes nesse segmento no mercado norte-americano, também se posicionaram contra a iniciativa e já afirmaram que não exibirão o filme neste modelo de distribuição.

A maior operadora da IMAX na Europa, a Cineworld, também assumiu o mesmo posicionamento contrário à ideia. Diante dessa repercussão negativa, Richard Gelfond, CEO da IMAX, desabafou ao site TheWrap dizendo quais são suas opiniões sobre o assunto: “A ‘mão que nos alimenta’ são os cineastas, estúdios e provedores de conteúdo. As redes de cinema são nossos parceiros e, por trazer conteúdo adicional ao público, [a iniciativa] está ajudando o mercado e elas também”.

Gelfond ainda dá uma cutucada nas empresas “reclamonas”, dizendo que as mudanças, apesar de difíceis, são o que tiram as pessoas do lugar. Essa estreia simultânea da sequência de “O Tigre e o Dragão” ainda terá muitas repercussões. Vamos aguardar para ver quais serão os resultados dessa iniciativa em outros nichos e qual será a reação do público às rejeições das redes de cinema.

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