Lá em 2012, tivemos o prazer de conferir um longa-metragem que trazia a ideia da série “Anjos da Lei” de volta aos holofotes. A série televisiva foi ao ar em 1987 e, para quem não sabe, contava os casos de um grupo de policiais (um deles era o Johnny Depp) que se infiltrava em colégios para desvendar o tráfico de drogas.

A adaptação cinematográfica teve alguns ajustes na fórmula, sendo que os casos que acompanhamos na telona são apenas de uma dupla de policiais. O primeiro filme que trazia Jonah Hill e Channing Tatum como os tiras bons de comédia deu muito certo e claro que a Sony não pensou duas vezes em fazer uma continuação.

Na próxima quinta-feira (4 de setembro), o filme “Anjos da Lei 2” chega aos cinemas. Como de costume, fomos convidados para conferir a película antecipadamente e agora trazemos nossas considerações a respeito do longa-metragem que aposta na mesma fórmula de comédia com pitadas de ação.

Para você que pretende ver o filme nos cinemas e não quer ter a experiência comprometida por conta de spoilers, já adiantamos que o filme ficou tão bom quanto (ou até melhor do que) o primeiro. O principal destaque fica para o senso de humor reforçado que consegue arrancar muitas gargalhadas do público.

Alerta spoiler

Mais uma vez, vale o aviso: esta crítica contém spoilers. Se você continuar lendo, pode saber de alguma informação que acabará estragando o aproveitamento do filme. Nós avisamos.

Aprontando todas na faculdade!

Se você viu o primeiro filme (e acompanhou o anúncio da Sony lá em 2012), já deve estar sabendo que a nova missão de Schmidt (Jonah Hill), também conhecido por seu disfarce como o desajeitado aluno Doug McQuaid, e Jenko (Channing Tatum), o estudante saradão Brad McQuaid, se passa na universidade.

Todavia, o filme não começa bem assim. Antes de receberem uma nova missão (que é idêntica à do primeiro filme, algo que os próprios personagens fazem questão de reafirmar), a dupla de policiais engraçados estava investigando a criminalidade na rua e, mais especificamente, no encalço de um grupo de traficantes.

A primeira sequência do filme é realmente hilária, com os dois protagonistas fazendo piadas, usando disfarces engraçados e pagando todo tipo de mico. A plateia dá boas risadas já nos primeiros minutos, o que é um ótimo sinal de que o longa tem chances de ser tão divertido quanto imaginávamos.

Bom, logo após as patetadas e o fracasso na missão, Schmidt e Jenko são enviados para a faculdade para averiguar o tráfico de uma nova droga chamada WhyPhy (se lê WiFi e serve justamente para fazer piadinhas com a questão das redes wireless). Obviamente, chegando à facu (a legenda em português abusa de diminutivos e termos bem abrasileirados), primeiro, os dois vão se entrosar e mostrar as alegrias do local.

Brad McQuaid entra para o time de futebol americano e Doug McQuaid acaba sendo o pobre coitado que se dá bem ao conhecer uma moça do curso de artes. Boa parte da trama se baseia justamente nessas primeiras aventuras da faculdade, o que acaba sendo muito bom, já que toda a história fica amarrada e não temos fatos desnecessários.

Novas piadas, velhos dramas

Conforme os dois tentam se infiltrar no meio da galera para descobrir quem são os bandidos, eles acabam fazendo inúmeras piadas, sendo que muitas vezes contam com a ajuda de vários personagens secundários, muitos dos quais vieram a calhar. O humor está no mesmo nível do primeiro, sem precisar apelar muito, mas com repetições que fazem o espectador cansar de tanto dar risada.

A dupla Jonah e Channing está de arrasar novamente. As diferenças entre os personagens (e os atores) é o que garante que a receita dê certo. Tatum é o cara do parkour e tira suspiros da plateia feminina (e estou falando sério, o filme todo foi assim) com seu corpo escultural e as acrobacias. Hill é o desajeitado, mas que ganha empatia por seu bom no humor e nas cenas de desastres.

O filme apenas peca por cair num drama que já vimos no primeiro longa-metragem. Os dois acabam achando novos amigos e vão passar por aquela fase do relacionamento em que se distanciam um do outro. Não é algo chato ou que atrapalhe o ritmo do filme, mas bem que a pitada dramática da história poderia ser diferente, garantindo ineditismo à proposta.

De qualquer forma, o drama é bem curto, sendo que o foco do todo está na ação e na comédia. Da parte engraçada nós já falamos, então resta falar da ação. Esta sequência está mais agitada do que o filme anterior, mas o ritmo não é exagerado ou cansativo. As cenas de perseguição e tiroteio foram bem pensadas e dá para acompanhar tudo tranquilamente.

Os efeitos especiais são necessários em muitas cenas e eles estão de arrasar. Algumas cenas só foram possíveis, aliás, graças aos cenários e efeitos de computador. Como era de se esperar, a trilha sonora é comercial, mas muito funcional. As músicas, em sua maioria, são eletrônicas e combinam perfeitamente com as cenas de comédia e as loucuras dos universitários.

Diversão garantida!

Mesmo que você seja alguém muito desanimado da vida, é difícil assistir a “Anjos da Lei 2” e não dar ao menos uma ou outra risada. O filme tem muita trapalhada, piada e consegue fazer graça sem precisar de muito esforço. É o tipo da sequência que deu mais certo do que o filme original, o que é muito bom!

Novamente, é o tipo da proposta que não é inédita, mas que sabe dosar comédia e ação. Com direito a piadinhas que lembram aquelas que vimos em “Cara, cadê meu carro?”, o filme é divertido. O final (depois inclusive da cena final, já entrando quase nos créditos) é inesperado e muito engraçado. Vale muito a pena conferir nos cinemas, seja com os amigos, com a namorada ou com a família (desde que todos sejam maiores de 14 anos).

“Anjos da Lei 2” estreia nos cinemas do Brasil no dia 4 de setembro.

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