Além de serem deliciosos gratinados, os cogumelos Portobello vão, em breve, figurar na bateria do seu smartphone, tablet e até carro elétrico. Ok, talvez não tão cedo assim. Isso porque uma pesquisa descobriu que esses fungos podem realizar um trabalho melhor do que as baterias atuais.

Veja: as baterias de íon de lítio que carregam os dispositivos têm os ânodos de grafite. O material tem um custo de produção alto e, além disso, ainda deixa um rastro tóxico que não é nada bom para a nossa saúde e para o ecossistema.

De acordo com um artigo na Nature, feito por pesquisadores da UCR Riverside, nos EUA, os cogumelos Portobello possuem uma estrutura molecar resistente o bastante para armazenar energia. Ainda, os poros do fungo têm a capacidade para transferir energia de modo eficiente. Além de tudo o que foi citado, ele é biodegradável — doido, não?

é realizado um processo de aquecimento e desidratação na pele de cogumelos Portobello

Entre as "habilidades" do cogumelo está a alta concentração de sal de potássio. Ou seja, enquanto o grafite fica pior com o tempo por causa do dano elétrico, a concentração de sal tem a capacidade aumentada com o tempo.

A equipe por trás da pesquisa já desenvolveu o primeiro ânodo de bateria feito com fungos. A construção aconteceu por meio da pele de cogumelos Portobello — é realizado um processo de aquecimento e desidratação, que foi exemplificado no artigo da Nature.

"Com materiais como este, os celulares do futuro vão ter um aumento na autonomia após um tempo de uso, em vez de perder energia", comentou Brennan Campbell, um dos pesquisadores.

Como a UCR nota, a descoberta é muito importante: até 2020, analistas acreditam que os dispositivos vão exigir que sejam fabricadas mais de 900 mil toneladas de grafite. Com a possível substituição, teremos uma tecnologia verde sendo utilizada em larga escala e fazendas recheadas de cogumelos. Que delícia, cara.

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