O brasileiro se interessa por ciência e reconhece a importância dela para a compreensão do mundo ao seu redor, mas não investiria em uma carreira na área e, em maioria, não possui os conhecimentos científicos avançados o suficiente para realizar determinadas tarefas e interpretações. Essa é a principal conclusão do estudo Índice de Letramento Científico (ILC), realizado pelo Instituto Abramundo em parceria com o IBOPE e a ONG Ação Educativa.

O tal letramento científico é um conjunto de habilidades que mistura uso social da ciência, ler e interpretar informações científicas, compreender fenômenos, elaborar resoluções para problemas e até desenvolver a não-aceitação de certas opiniões.

Foram utilizadas como amostra cerca de 2 mil pessoas de determinadas cidades brasileiras (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, São Paulo e o Distrito Federal), o que representaria um espectro de 23 milhões de pessoas entre 15 e 40 anos com ao menos quatro anos de estudo em 2014.

Resultados

A classificação envolve quatro níveis: Nível 1 (Letramento Não Científico), Nível 2 (Letramento Científico Rudimentar), Nível 3 (Letramento Científico Básico) e Nível 4 (Letramento Científico Proficiente).

Apenas 5% dos entrevistados possui conhecimentos proficientes, o que significa que desenvolve e aplica todas as habilidades citadas acima. A grande maioria (79%) possui um conhecimento intermediário, ou seja, apenas superficial e básico, suficiente para certas interpretações, mas carente de conhecimento adicional para resolução e interpretação de certos problemas.

Essas habilidades podem ser usadas em diversas situaçoes: conferir os números da conta de luz, ler manuais de eletrônicos, entender gráficos presentes nos meios de comunicação, interpretar tabelas nutricionais ou de composição de alimentos e muitos outros casos.

É possível notar que a educação formal é uma variável importante: quem tem ensino superior completo possui mais chances de estar nos níveis 3 e 4 da pesquisa. Além disso, apenas 15% dos empreendedores e profissionais liberais e 12% dos entrevistados que ocupam cargos de gestão estão no setor proficiente.

Você pode conferir o estudo completo por este link.

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