O estudo de redes neurais acaba de progredir de forma significativa, depois que cientistas conseguiram manipular o comportamento de pequenos ratos. O controle foi possível através da utilização de um dispositivo implantado no cérebro dos roedores.

Medindo um décimo da largura de um fio de cabelo, o aparelho é feito utilizando materiais moles, resultando em um processo bem menos invasivo do que os comumente utilizados para injeção de substâncias.

Os pesquisadores, depois de implantar o dispositivo no cérebro de alguns ratos, conseguiram mapear precisamente os circuitos neurais dos animais através de injeções de vírus que marcam as células com pigmentos genéticos. Com isso, foi possível controlar de forma remota a injeção de outras substâncias e alterar o comportamento dos roedores.

O estudo das redes neurais

A pesquisa de redes neurais é extremamente importante, pois pode dar informações valiosas a respeito de doenças neurológicas relacionadas à estresse, depressão, vícios e dor – para isso são feitas diversas injeções com diferentes substâncias ou com a emissão de luzes em áreas mais sensíveis do cérebro.

Porém, uma das grandes dificuldades em conduzir pesquisas de redes neurais é que elas exigem que os ratos estejam acordados e em movimento, o que é extremamente difícil utilizando dispositivos convencionais, que geralmente estão conectados por fios e limitam a movimentação dos pequenos animais.

Além disso, esses mesmos dispositivos podem alterar significativamente o resultado das pesquisas ao mexer de forma substancial com o tecido do cérebro. Com o novo aparelho, os principais problemas foram eliminados.

Controlando ratos de forma remota

O grupo de pesquisadores conseguiu administrar o comportamento dos ratos utilizando um controle sem fio para efetuar as ações do dispositivo implantado no cérebro deles. Ao injetar uma droga parecida com a morfina em uma área do órgão, que controla a motivação e o vício, os pesquisadores fizeram com que os roedores andassem em círculos.

Outro teste consistiu em injetar um vírus que faz com que alguns neurônios nessa mesma região fiquem extremamente sensíveis à luz, e, ao iluminar essa área – também através do mesmo dispositivo implantado –, os ratos ficavam em apenas um lado da gaiola.

O estudo representa um importante passo na pesquisa sobre redes neurais. Os criadores do dispositivo esperam que outros cientistas o utilizem para descobrir ainda mais sobre o funcionamento do cérebro e possíveis tratamentos de doenças relacionadas a ele.

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