O National Institute of Standards and Technology (NIST) estabeleceu um novo recorde de exatidão para um relógio atômico. A novidade criada por seus pesquisadores consegue se manter precisa por nada menos que 15 bilhões de anos — tempo suficiente para que não haja mais nenhum humano se preocupando se o horário exibido está correto ou não.

Para funcionar, o novo relógio mede a oscilação de átomos de estrôncio, tendo potencial para se transformar no novo padrão seguido pelo Coordinated Universal Time (UTC), considerado o “tempo oficial do mundo”. Atualmente, o UTC se baseia na frequência de vibração do césio 133, que costuma se adiantar ou atrasar um segundo a cada centena de milhão de anos.

Em comparação, o novo relógio apresenta essa variação somente uma vez a cada 15 bilhões de anos, o que o torna ainda mais preciso. Todos os átomos de estrôncio utilizados possuem uma frequência de vibração constante (430 trilhões de vezes por segundo), e a medida desses movimentos é usada para criar o “tick” do mecanismo.

Influência na física quântica

Para aprimorar a exatidão do dispositivo, foram usados recursos como proteções que impedem a influência da radiação eletromagnética. A novidade inclusive é capaz de se ajustar à dilatação do tempo que ocorre com a mudança de altitude, algo previsto na Teoria da Relatividade de Einstein.

No entanto, nem mesmo o relógio de estrôncio é preciso o suficiente para se mostrar mais prática do que métodos tradicionais que medem o formato da Terra. Na prática, a novidade pode ser usada para aprimorar a performance de sistemas de satélite e de GPS, além de ajudar nas pesquisas que envolvem a  área da física quântica.

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