Você já reparou em como é sutil e cheia de complexidade a “arte” de conversar por texto? Escolher palavras, pontuação, emoticons ou emojis para passar a mensagem correta é um esforço meticuloso para ser bem compreendido e reconhecido.

Se você busca sucesso e notoriedade em uma rede social ou interações com amigos e interesses amorosos saber dominar uma escrita que se expresse bem é indispensável para alcançar seus objetivos. Saber escrever bem e na “linha editorial” da internet pode gerar popularidade. E essa popularidade pode, definitivamente, trazer prazer ao autor.

Pesquisas sugerem que o vício ou rotina de muitos de nós nos textos produz dopamina em nosso cérebro. E a dopamina faz com que você sinta prazer e aumente a procura por coisas que estimulem sua produção, é a motivação do ser humano através do prazer enquanto ele busca por suas necessidades básicas, como comida e sexo.

Bom, isso é o que as pessoas costumam dizer por aí há algum tempo. Mas  a verdade, de acordo com um artigo publicado por especialistas do Departamento de Psicologia da Universidade de Michigan, é que em vez de fazer você experimentar prazer diretamente, a dopamina faz com que você simplesmente queira, deseje, busque e pesquise.

Como isso se aplica aos nossos hábitos modernos?

A dopamina faz com que você se mantenha motivado a explorar, aprender e sobreviver. Ou seja, não se trata apenas de buscar necessidades fisiológicas, mas também de outras coisas de caráter mais abstrato. Partindo dessa lógica, hoje em dia, não é preciso passar por todo o processo de buscar um parceiro sexual e fazer todo o “ritual cansativo”: basta puxar o celular do bolso e escrever.

Com a internet, a recompensa dada por você continuar a “buscar” é instantânea. Seja em uma pesquisa de um termo no buscador, em interações de humor no Twitter ou em elogios dos amigos no Facebook. E, como tudo costuma ser rápido e imediato demais, nós nunca estamos satisfeitos.

O ciclo vicioso da dopamina

Em um chat, as mensagens são instantâneas. Para estar conectado a alguém, é só ir até uma rede social e iniciar um papo. As respostas funcionam como recompensa no ciclo de dopamina — quanto mais você recebe, mais você quer buscar. Por isso, diferentemente de interações agradáveis, brigas e discussões por texto acabam causando a sensação de cansaço e desestímulo.

Por outro lado, receber uma mensagem, curtida, menção ou atenção inesperada através das redes sociais e mensageiros online gera excitação. Isso acontece por causa da dopamina e são episódios assim que nos levam à busca diária por mais dela.

Mas como evitar a dependência?

A forma de evitar o ciclo de dopamina é fugir de elementos que provoquem expectativa — aquela que você sente quando vê reticências enquanto alguém está escrevendo um texto em um chat, por exemplo. Esse tipo de situação instiga o sistema de dopamina, aumentando nossa dependência pelas “recompensas”.

Uma das principais dicas é desligar as notificações automático do celular e do computador— caso você não trabalhe diretamente com chat e redes sociais. Essas notificações acabam condicionando o indivíduo a estar sempre em alerta, em busca de uma recompensa que pode chegar a qualquer momento.

Por isso, se focar em outras atividades e tentar ser disciplinado com os acessos ao Facebook, Twitter, Tinder, Instagram e tantos outros é indispensável para não ser vítima desse ciclo. E você, se identifica com essa situação e se vê viciado em escrever na internet? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

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