O silício tem se tornado cada vez mais presente nos aparelhos – afinal, com ele podemos construir transistores, moduladores e outros tipos de componentes. Ele é um material importante no que diz respeito à tecnologia, portanto é de se comemorar a descoberta feita por Duck Young e seus colegas do Instituto Carnegie, nos Estados Unidos. 

Por lá, Youg e os demais membros do grupo conseguiram sintetizar uma forma inteiramente nova de silício, o Silício-24 (Si24). Ele é chamado de alótropo (uma forma física diferente do mesmo elemento), e possui uma estrutura porosa composta por canais com cinco, seis e oito anéis de silício. 

Um dos diferenciais dele é o fato de possuir um hiato de energia mais direto que o silício comum, capaz de gerar a energia necessária para que o semicondutor passe de isolante a condutor. 

Diferenças entre o Si24 e o silício comum 

Enquanto o silício normal possui uma banda proibida direta (que impede que ele naturalmente absorva ou emita luz), o Si24 possui uma banda proibida “quase direta”, ou seja, ele opera na faixa necessária para absorver luz solar, além de poder emitir luz. O novo silício também é estável à pressão ambiente a até pelo menos 450° Celsius. 

“A síntese de alta pressão representa uma fronteira inteiramente inédita em novos materiais energéticos. Nós demonstramos propriedades até então desconhecidas para o silício, mas a nossa metodologia é facilmente extensível a classes de materiais inteiramente diferentes. Estas novas estruturas mantêm-se estáveis à pressão atmosférica, de forma que estratégias de escalonamento para volumes maiores são inteiramente possíveis”, explicou o professor Timothy Strobel. 

O passo seguinte da equipe será testar o novo silício para verificar se suas potencialidades podem se converter em dispositivos práticos e eficientes – entretanto, o grupo está mais entusiasmado com o próprio método de síntese, já que há a possibilidade de aplicá-lo no desenvolvimento de outros materiais.

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