Você já deve ter assistido a alguma série policial que mostra equipes especializadas em resolverem casos que foram abandonados pelos departamentos de polícia comuns. Pois é importante saber que isso tudo não está longe da realidade e que realmente existem agentes da lei que trabalham com “casos frios” — que você pode conhecer pelo termo em inglês: cold cases.

E no Canadá, o Serviço de Polícia de Toronto (TPS) está adotando uma nova forma de tentar solucionar esses casos. Trata-se de um método inédito para buscar pessoas que tenham deixado algum rastro em cenas de crimes que nunca foram resolvidos. Atualmente, o TPS faz cruzamento de informações com um banco de DNAs que é controlado Polícia Montada Real do Canadá para encontrar criminosos, mas há pouco retorno.

Com um novo método, a polícia canadense podem fazer com que diversos desses casos sejam resolvidos em pouco tempo. Em vez de utilizar evidências para o cruzamento de dados com os já mencionados bancos, o TPS vai utilizar a tecnologia de duas empresas dos Estados Unidos — AKESOgen e Identitas — para tentar criar a imagem de criminosos, que nunca foram vistos por testemunhas humanas.

Com elas, o Serviço de Polícia de Toronto pretende utilizar técnicas de verificação de genoma para criar “esboços” de pessoas que deixaram amostras de DNA nas cenas dos crimes. As empresas garantem que esses sistemas de varredura do DNA podem identificar cor de cabelo, cor dos olhos, características étnicas e outros traços de ancestrais. Segundo o The Verge, a polícia canadense ainda espera pelos resultados das primeiras amostras enviadas.

Quando um crime se torna um “caso frio”?

A regra para um crime ser arquivados pelos departamentos de polícia varia de acordo com cada país. No Canadá, os casos deixam de prioritários após completarem dois anos somados ao ano vigente — por exemplo: hoje o TPS analisa casos de 2014, 2013 e 2012, mas os de 2011 ficam em segundo plano, no setor controlado pelos especialistas em cold cases.

Por essa razão, o Serviço de Polícia de Toronto vai utilizar as técnicas das empresas mencionadas para tentar localizar criminosos desses períodos mais antigos — possivelmente começando pelos que aconteceram nestes últimos anos.

Vale dizer ainda que a própria polícia de Toronto admite que só consegue realizar essas pesquisas nos casos mais velhos porque a taxa de criminalidade da região é baixa, permitindo que os agentes realizem as tarefas em momentos em que não estão atrás de pistas para crimes ocorridos mais recentemente.

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