No mundo da ficção, os objetos que podem ser autodestruídos são bem comuns. Eles estão nos jogos, nos livros e nos filmes, sendo cartas, computadores e qualquer outro equipamento. Mas, se você achava que eles estavam muito longe da realidade, é melhor mudar de opinião, pois cientistas dos Estados Unidos estão bem perto de permitir que isso ocorra na vida real — e os testes atuais são bem promissores.

Isso está acontecendo na Universidade do Iowa, onde Reza Montazami — um professor assistente de engenharia mecânica — desenvolveu um sistema que transforma dispositivos eletrônicos em materiais que podem se autodestruir. Tudo isso é conseguido graças a polímeros degradáveis transitórios, que são muito mais voláteis do que os materiais baseados no silício.

E, segundo o pesquisador, esses novos polímeros podem oferecer as mesmas funcionalidades que um dispositivo comum ofereceria, com a única diferença de que eles serão destruídos depois de algum tempo. Isso pode ser usado em processadores, circuitos e diversos outros equipamentos eletrônicos — tudo depende de como os desenvolvedores vão querer aplicar o sistema de Montezami.

Onde isso pode ser usado?

Por enquanto, a aplicação real mais interessante é uma antena que pode desaparecer após algum tempo. De acordo com Gizmodo, em um minuto ela pode transmitir sinais e coordenadas ou informações relevantes para algum local remoto; então, ela é dissolvida. É importante dizer que isso exige a aplicação de uma solução especial e ainda sobram alguns rastros de metal.

A equipe também já conseguiu criar alguns diodos de emissão de luz que podem ser destruídos automaticamente, mas o que eles querem fazer é algo mais complexo. Montezami diz que um dos seus desejos é criar um cartão de crédito que é dissolvido em caso de perda — exigindo apenas um sinal remoto, que poderia ser enviado de um smartphone.

Planos mais ambiciosos vão desde os smartphones autodestrutíveis até aplicações para a espionagem. É claro ainda estamos bem longe disso, mas é interessante notar que a tecnologia está avançando e que os pesquisadores têm resultados reais de seus trabalhos. Será que teremos esses dispositivos com autodestruição no mercado algum dia?

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