(Fonte da imagem: Reprodução/Universidade de Edimburgo)

As redes de transmissão de dados estão avançando bastante em todo o mundo. Um dos modelos que mais vêm chamando a atenção de imprensa, cientistas e consumidores é o LiFi — que mesmo ainda longe de ser possível comercialmente já consegue despertar o sonho de muitos usuários. Agora, novos avanços começam a surgir e mostram que as conexões de 10 Gbps podem ser bem reais.

Pelo menos é isso o que foi desenvolvido em laboratórios, graças a uma parceria das universidades de Edimburgo, St Andrews, Strathclyde, Oxford e Cambridge (todas no Reino Unido). O grupo de pesquisadores desses institutos conseguiu fazer com que bulbos de microLEDs conseguissem enviar dados em velocidades de 3,5 gigabits em cada uma de suas cores primárias — azul, verde ou vermelho.

Somando as três frequências de transmissão, chegamos ao total de 10,5 gigabits. O bulbo de luz foi desenvolvido pela Universidade de Strathclyde e permite que todos os fluxos de luz sejam enviados em paralelo mas separados. Cada um deles é codificado por meio de uma modulação digital, que faz com que muitas mudanças de intensidade ocorram, criando dados binários com transmissão de altíssima velocidade.

Mesmo com as altíssimas velocidades conseguidas com o sistema — que claramente superam os valores de 1 Gbps dos desenvolvedores alemães de Frunhofer —, ainda há muitos problemas na utilização de sistemas LiFi. O principal deles é a presença de obstáculos nas casas, pois paredes e outras estruturas bloqueiam o sinal dos dados com bastante facilidade. Será que algum dia teremos conexões desse tipo em nossas casas?

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