Ao que parece, fungos também têm sentimentos. Cientistas da Universidade do Oeste da Inglaterra realizaram um experimento com o bolor limoso – um organismo conhecido por sua capacidade de encontrar o caminho mais curto para chegar até o alimento – para provar essa estranha teoria.

Os pesquisadores querem descobrir por que o Physarum polycephalum  é tão inteligente, e o primeiro de uma série de experimentos equiparou os movimentos do bolor às emoções humanas. Para isso, a equipe mediu os sinais elétricos que o ser vivo produzia quando se movia através de microelétrodos, convertendo os dados coletados em sons.

(Fonte da imagem: Wikimedia Commons)

Transformando sons em expressões

Os dados de áudio foram ponderados contra um modelo psicológico e traduzidos para uma emoção correspondente. Dessa forma, as informações coletadas enquanto o bolor se movia atrás de alimentos correspondiam a alegria, enquanto a raiva foi obtida através da reação à luz (o bolor limoso é sensível a luminosidade).

Como é de se imaginar, o bolor não consegue expressar suas emoções. Por isso, a equipe responsável pela pesquisa usou uma cabeça robótica para mostrar os resultados do estudo durante a conferência Living Machines, realizada em Londres.

Dessa forma, o público pôde acompanhar as reações do bolor limoso através de sorrisos e o franzir da testa, por exemplo. Conforme pode ser visto no vídeo, é bem estranho imaginar que aquelas expressões estavam sendo produzidas por um bolor.

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