(Fonte da imagem: Reprodução/McClatchy)

Desde 1985, o FBI já usou seu processo de análise capilar como forma de colher provas relacionadas a mais de 2 mil crimes. Apesar da crença de que os métodos utilizados são confiáveis, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou uma investigação para comprovar se não houve erros em processos que podem ter condenado várias pessoas à prisão e até mesmo ao corredor da morte.

O estudo vai examinar os casos para detectar se as análises feitas “exageraram a significância” das provas ou, em alguns casos, se elas foram feitas de maneira incorreta. Nos casos em que problemas forem detectados, serão conduzidos novos testes de DNA para verificar se é preciso lidar de forma diferente com as situações avaliadas.

A Agente Especial do FBI Ann Todd afirma que “não há motivos para acreditar que o laboratório da agência utilizou técnicas forenses falhas”. Segundo ela, a análise de fios de cabelo é totalmente válida e serve como base para estudos em laboratórios de todo o mundo, assim como acontece com o DNA.

Não está claro qual o número de casos que podem ser revertidos caso seja provado que houve algum problema substancial nas análises conduzidas pela entidade. Segundo a iniciativa Innocence Project, aproximadamente 25% das pessoas condenadas devido a análises capilares são inocentadas quando exames de DNA são feitos posteriormente, sendo que muitas delas chegam a morrer em cadeias antes de ter sua inocência provada.

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