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Ciência

Anthropic quer utilizar IA para desenvolver novos remédios

A startup planeja focar na descoberta de novos tratamentos para "doenças negligenciadas" pelas grandes fabricantes.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule03/07/2026, às 17:30

A fabricação de medicamentos próprios utilizando poderosas ferramentas de inteligência artificial pode ser uma das próximas inovações da Anthropic. O assunto veio à tona na última terça-feira (30), quando o chefe da área de ciências biológicas da startup, Eric Kauderer-Abrams, revelou a existência de um programa interno destinado a esta tarefa.

Participando do evento “The Briefing: AI for Science” em São Francisco (Estados Unidos), quando apresentou a plataforma Claude Science, o executivo disse que a empresa planeja ir além de fornecer tecnologia para farmacêuticas. Ela pretende participar diretamente do desenvolvimento de novos medicamentos.

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“Doenças negligenciadas”

Com o objetivo de acelerar descobertas científicas e reduzir as etapas de tratamentos médicos, a versão científica da IA Claude chega para expandir a presença da Anthropic na saúde. A empresa vem contratando especialistas e formando equipes para operar em seus laboratórios.

  • Um dos trabalhos do novo modelo será aprimorar a criação de remédios com foco em “doenças neglicenciadas”, como explicaram Eric e outros representantes da companhia;
  • Esse tipo de enfermidade geralmente recebe baixo investimento devido ao menor potencial comercial, dificultando tratar os pacientes;
  • A proposta da startup é mudar o cenário, aproveitando a IA avançada para agilizar a descoberta de novas moléculas e tratamentos, ao mesmo tempo em que reduz custos;
  • O chefe da unidade, no entanto, não informou o que acontecerá caso o sistema ajude a desenvolver um candidato a medicamento promissor.
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A Anthropic planeja focar em medicamentos para doenças que não recebem tanta atenção das farmacêuticas. (Imagem: Khanchit Khirisutchalual/Getty Images)

Normalmente, a indústria farmacêutica submete tais fórmulas a rigorosos testes em ensaios clínicos antes de aprová-las. Mas o caminho até o usuário final deve continuar longo apesar de a IA acelerar a fase inicial, por causa da necessidade de validação.

Especialistas ouvidos pelo The Verge acreditam que um medicamento criado pela Anthropic levaria quase uma década, no mínimo, para ser comercializado, independente da doença. A eficácia das fórmulas ainda depende de testes lentos e metódicos.

Com o movimento, ela se junta a farmacêuticas que estão investindo em IA, como Isomorphic Labs e Insilico, a startups de biotecnologia e fabricantes que desenvolvem seus próprios modelos. A empresa não forneceu maiores detalhes sobre a iniciativa.

Além do modelo Science, ela também anunciou, esta semana, o Claude Sonnet 5 com foco em IA agêntica. Saiba mais nesta matéria.

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