Remédio experimental para obesidade reduz mais de 20% do peso

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O tirzepatide, um novo medicamento ainda em fase de testes, reduziu em até 24 kg o peso de pessoas com obesidade durante ensaios clínicos de fase 3. O fármaco atua imitando hormônios naturais de supressão do apetite. Assim, o paciente reduz o tamanho das porções de alimento ingeridas.

Os resultados preliminares foram anunciados em nota pela farmacêutica Lilly, que promete liberar em breve o estudo completo durante uma conferência médica. Antes de ser disponibilizado no mercado, ele ainda deve passar por mais três estudos.

A obesidade é um problema crescente de saúde no mundo (Fonte: Shutterstock)A obesidade é um problema crescente de saúde no mundo (Fonte: Shutterstock)Fonte:  Shutterstock 

A obesidade é um problema sério de saúde atualmente, principalmente em países desenvolvidos. Entretanto ela pode acabar não recebendo a mesma atenção que outras condições, apesar das suas consequências sérias.

O apetite humano é controlado por um complexo sistema de hormônios, que dificultam a nossa adaptação a novas dietas. Quando há perda de peso, principalmente as mais drásticas, também cai nossa sensação de saciedade.

Por outro lado, a vontade de comer se torna mais persistente, e a queima de calorias reduz. É por culpa desse desequilíbrio, que pode durar meses ou anos, que não nos adaptamos bem à nova dieta e podemos recuperar toda gordura perdida em um instante.

Supressor de apetite

Foi por isso que os cientistas decidiram apostar na regulação do apetite como estratégia para a redução de peso.

No total, 2.500 pessoas em nove países se voluntariaram para tomar uma autoinjeção semanal do remédio por 72 semanas. Uma parte do grupo recebeu também placebo, para que os pesquisadores avaliassem os efeitos reais da substância.

Pacientes que tomaram as doses mais altas perderam, em média, 22% da massa corporal, equivalentes a 24 kg para uma pessoa com 105 kg. Em doses menores, a perda chegou a 16 kg. O grupo do placebo perdeu em média apenas 2 kg.

O medicamento, entretanto, levou a efeitos colaterais leves e moderados como náuseas, diarreia, vômitos e constipação, que precisam ser analisados. Antes da venda ser autorizada, o novo remédio deverá passar por mais três estudos, que já estão em curso. Os resultados estão previstos para o próximo ano.

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