Por onde anda a naja de Brasília?

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Ela tem uma vida de celebridade: faz sucesso nas redes sociais, tem fãs em todos o país, dieta personalizada, um cuidador dedicado e ainda promove conscientização ambiental. Mas cuidado, ela pode ser temperamental.

A naja de Brasília, resgatada após ter sido abandonada em 2020, completa um ano morando no Museu Biológico do Butantan, em São Paulo. A instituição divulgou um vídeo mostrando um pouco da rotina do animal. Veja a seguir:

Nas redes sociais, os seguidores do museu votaram e batizaram a cobra com o nome de Nadja, através de uma enquete promovida pelo instituto. Muito querida pelos internautas, o museu sempre divulga conteúdo sobre a serpente.

Segundo o diretor, Giuseppe Puorto, a cobra é temperamental. "Chegou muito brava", afirma no vídeo divulgado. Ele diz que, com frequência, o animal destrói o local onde fica em exposição.

No dia-a-dia, a serpente recebe bastante cuidado. O biólogo Marcelo Bellini é responsável pela manutenção do recinto onde ela vive. Ele lava e troca a água dela, higieniza os vidros e ajeita os galhos e plantas.

A alimentação é específica para a espécie. Nadja, que tem 800 gramas, recebe um roedor por mês. Quando está em crescimento e troca de pele, as serpentes comem ainda menos. O estresse, maior nesse período, parece afetar o apetite da celebridade.

Guerreira que liderou a revolução

A naja de Brasília se tornou um símbolo no combate ao tráfico de animais silvestres no país. Ela foi encontrada em uma caixa, perto de um shopping no Lago Sul, em Brasília.

Nadja foi abandonada após ter picado Pedro Kambreck, estudante de veterinária. O rapaz ficou cinco dias internado em uma Unidade de Tratamento Intensivo de um hospital da cidade.

Na internet, a irreverência do caso chamou a atenção na redes sociais, já que há indícios de que o estudante mantinha a cobra sob posse ilegal. Ele é réu e responde agora na Justiça por tráfico de animais.

Nadja ficou a princípio sob custódia do Zoológico de Brasília. A espécie é exótica no país e nativa de regiões da África e da Ásia. Por isso, ela foi transferida para o Instituto Butantan.

O Museu Biológico do Butantan fica na Rua Emílio Ribas, bairro Butantã, em São Paulo. A visitação está temporariamente fechada. A data de reabertura ainda não foi divulgada.