Empresa vai construir usina de hidrogênio verde de R$ 29 bilhões no Brasil

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A empresa Enegix Energy, registrada na Austrália e em Cingapura, escolheu o Brasil para implantar o seu projeto Base One que construirá a maior usina de hidrogênio verde do mundo, no estado do Ceará. A instalação, que vai contar com investimentos de US$ 5,4 bilhões, o equivalente a R$ 29 bilhões (na cotação do dia), promete entregar mais de 600 milhões de kg de hidrogênio verde por ano, a partir de 3,4 GW de energia renovável firme.

Nesse sentido, a Enegix, que está mudando sua sede corporativa para a Suíça, assinou um memorando de entendimento (MoU na sigla em inglês) com o governador do estado do Ceará, Camilo Santana. Além da infraestrutura para a implantação de projetos eólicos e solares combinados, o estado também proporciona uma localização estratégica, com acesso direto a todos os principais mercados internacionais.

Nesse sentido, já foi reservada uma área industrial de 500 hectares próxima ao Porto do Pecém, um local que oferece infraestrutura de classe mundial, e também a água necessária ao processo de eletrólise. Isso porque a produção do hidrogênio verde não depende apenas de sua derivação de uma fonte limpa, mas de sua separação do oxigênio pela quebra de moléculas da água pela eletricidade.

Quando a usina da Enegix será construída?

Fonte: Enegix Energy/DivulgaçãoFonte: Enegix Energy/DivulgaçãoFonte:  Enegix Energy 

A instalação de próxima geração da Enegix aposta no grande potencial de energia renovável oferecido pelo Ceará, que tem vento e sol abundantes onshore e offshore o ano inteiro. Como a Base One irá operar usando essa energia com zero emissões, a perspectiva é que sua potência possa ser expandida para até 100 GW, para atender à demanda global.

Com isso, o Ceará poderá se destacar como um importante exportador de hidrogênio, tendo a Enegix como produtora global de energia renovável, alinhando sua visão estratégica às demandas mundiais por substituição de redes de energia poluentes por redes renováveis. Para o fundador e CEO da empresa, Wesley Cooke, a ideia é criar um novo modelo que reduza os custos e a dependência a fontes “emissoras de carbono, como o diesel”.

A construção do Base One da Enegix deverá levar entre 3 a 4 anos e representará a criação de milhares de empregos durante essa fase, além da contratação de centenas de funcionários operacionais para gerenciar a usina em tempo integral, com impactos sociais positivos no longo prazo.

A Enegix também assinou MoU com uma empresa internacional de engenharia e consultoria, para a realização de um estudo de viabilidade técnica. Em seguida, dará início ao processo de obtenção de licenças ambientais e sociais. No momento, a empresa busca fontes de financiamento, através de uma rodada de investimentos.