Anticiclone ‘Lúcifer’ gera temperatura recorde de 48,8° na Itália

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Imagem: David Darling/Shutterstock
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A cidade de Siracusa, localizada na ilha italiana da Sicília, registrou nesta quarta-feira (11) uma temperatura de 48,8°C, de acordo com o Serviço Siciliano de Informação Agrometeorológica. Se o registro for confirmado pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM), esta será a maior temperatura já registrada em território europeu.

Siracusa é conhecida por ter ruínas antigas e tem cerca de 120 mil habitantes. Uma onda de calor tomou a ilha no meio desta semana e não deve deixar a região antes desta sexta-feira (13).

SiracusaFonte em praça na cidade de Siracusa, na Itália (créditos: Frog Dares/Shutterstock)

O climatologista Maximiliano Herrera disse, em entrevista ao jornal americano Washington Post, que a estação do clima da região da Sicília conta com bons equipamentos e que muito possivelmente o recorde será confirmado.

A temperatura mais alta que havia sido registrada no continente foi de 48°C. O registro foi realizado na cidade de Atenas (Grécia) em 1977, de acordo com a OMM.

A atual onda de calor deste verão do hemisfério-norte está fazendo com que vários países fora da Europa também registrem um calor extremo. Tunis, capital da Tunísia, nação localizada no Norte da África, registrou 49°C ontem.

Além da sensação sufocante trazida pelos termômetros lá no alto, as populações destes países também têm sofrido com grandes incêndios. A Itália declarou estado de emergência e o governo grego chegou a evacuar a ilha Evia por causa do fogo.

O anticiclone Lúcifer

Uma das causas do calor extremo em várias regiões do hemisfério-norte é o anticiclone apelidado de “Lúcifer”. De acordo com o Dicionário da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), um anticiclone é uma “área com pressão superior àquela apresentada em áreas circunvizinhas” que “resulta em divergência de ventos, os quais se movem no sentido anti-horário no Hemisfério Sul e no sentido horário no Hemisfério Norte”.

O fenômeno também é conhecido como área de alta pressão e é o oposto de um ciclone, que é uma área de baixa pressão.

De maneira ainda mais direta, as condições extremas do clima têm sido atribuídas pelos climatologistas ao aquecimento global. Com o aumento médio da temperatura global ano a ano, eventos climáticos de frio ou calor extremo serão cada vez mais comuns, de acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), ligado às Nações Unidas (ONU).