5 curiosidades astronômicas da semana #AstroMiniBR [18/06]

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#1: Um eclipse solar a 14 km de altitude!

Um eclipse solar é o fenômeno astronômico observado sempre que a Lua oculta o disco solar, total ou parcialmente, devido à combinação das posições relativas da Terra, da Lua e do Sol. No último dia 10 de junho, ocorreu um eclipse do tipo anular – em que o disco lunar não cobre inteiramente o Sol, deixando um anel de luminosidade ao seu redor – visível apenas do Canadá, Ártico, Europa e partes da Ásia. Embora seja um fenômeno relativamente comum, ocorrendo em média de duas vezes por ano, não é algo que temos a chance de observar todo dia justamente porque ele não é visível sempre das mesmas regiões do planeta. Imagina só, então, a sorte de ver um por cima das nuvens, da janela de um avião?!

#2: Um cenário de ficção científica!

A Estação Espacial Internacional (mais conhecida pela sua sigla em inglês, ISS) está viajando a pouco mais de 400 km acima de nossas cabeças com uma velocidade aproximada de 27.600 km/h. Isso é rápido o suficiente para que ela complete cerca de 15,5 órbitas por dia ao redor da Terra! Para os astronautas e cosmonautas a bordo desse laboratório espacial, a vista do nosso planeta azul é única e deslumbrante. Acompanhando e registrando constantemente nossa superfície e atmosfera, por vezes, a ISS captura uma paisagem digna de um filme de ficção científica: uma tempestade de areia massiva cobrindo o Saara, o maior deserto quente do mundo!

#3: Uma dança cósmica!

Algumas galáxias no Universo não estão distantes o suficiente uma das outras para escapar da atração gravitacional entre si. Isso faz com que, frequentemente, galáxias interajam, atraindo-se mutuamente, fundindo-se e alterando por completo suas morfologias individuais. As galáxias de Antena (NGC 4038 e NGC 4039) são um exemplo perfeito de um par de galáxias espirais em rota colisão, distantes cerca de 70 milhões de anos-luz de distância. Essa dança cósmica entre esses dois titãs está causando uma explosão de formação de novas estrelas em ambas, devido às colisões das enormes nuvens de gás e poeira!

#4: A Terra não é plana e nossa galáxia também não!

A Via Láctea, uma das linhas do endereço cósmico do qual fazemos parte, é uma galáxia típica espiral. Vista da Terra, ela aparece como uma faixa difusa no céu noturno, pontuada por diversas estrelas e marcada por grandes nuvens moleculares. Esse olhar simples seria suficiente para inferir que a nossa galáxia é um disco plano repleto de estrelas. Como, então, podemos saber mais detalhes sobre qual é, de fato, seu formato? Além da vista interna, é possível calcular as velocidades das estrelas e do gás na galáxia e verificar que ambos exibem um movimento rotacional em relação ao centro galáctico. Além disso, é possível também comparar suas características físicas (cores, composição química, entre outras) com outras galáxias no Universo e ver em qual categoria ela melhor se encaixa. Recentemente[1], adicionamos mais uma informação ao formato da Via Láctea: além de espiral, ela é retorcida em formato de S! Essa descoberta foi feita através de um mapa preciso da distribuição espacial de estrelas cefeidas (estrelas gigantes e supergigantes de luminosidade variável), indicando que nossa galáxia pode ter colidido com outra galáxia no passado!

#5: O que é uma tempestade solar?

O Sol está continuamente emitindo partículas carregadas como prótons, elétrons e neutrinos em todas as direções. Essa emissão, chamada de vento solar, quando muito intensa, pode perturbar a magnetosfera da Terra, causando as conhecidas tempestades geomagnéticas ou tempestades solares. Embora não represente perigo significativo para a vida no nosso planeta, a depender da intensidade da tempestade, podem ocorrer danos severos nos satélites e nas redes de comunicação, com potenciais problemas generalizados para um mundo altamente dependente de tecnologia.

5 curiosidades astronômicas da semana #AstroMiniBR [18/06]