(Fonte da imagem: Reprodução/Flickr de thebigo)

Na natureza, não é incomum encontrar espécies que, apesar de compartilhar ambientes e comportamentos semelhantes, simplesmente não se misturam entre si. Segundo os pesquisadores da University of British Columbia, essa biodiversidade tem uma explicação simples: os animais simplesmente não querem cruzar por considerarem os outros “feios”.

Os cientistas chegaram à conclusão de que, enquanto as fêmeas de uma espécie continuaram a ser “seletivas” na hora de escolher um parceiro, são poucas as chances de que populações diferentes se misturem.

“Nossos modelos mostram que espécies podem coexistir de maneira estável no mesmo habitat contanto que duas condições simples sejam cumpridas. Primeiro, a distribuição de recursos não deve ser uniforme, para que grupos de fêmeas com preferências diferentes possam ocupar pontos diferentes. Segundo, as fêmeas precisam ter motivos para serem seletivas, como uma baixa taxa de fecundidade ou altos níveis de mortalidade dos filhotes”, explica a pesquisadora Leithen M’Gonigle.

Até mesmo áreas aparentemente monótonas como lagos ou pastagens podem ter essas características, o que impede que o cruzamento entre espécies se torne um problema. Isso colabora para que as fêmeas evitem o gasto de energia necessário para se locomover até parceiros considerados desejáveis ou para evitar aqueles vistos como feios, ajudando a contribuir para a biodiversidade do ambiente.

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