Minilua deixará de orbitar a Terra nesta semana

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Imagem: NASA/Reprodução
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A Minilua 2020 SO fará sua última aproximação da Terra nesta terça-feira (02), devido a uma nova trajetória rumo à órbita do Sol até março deste ano. Mesmo com essa classificação, conforme análises de suas características e composições, o corpo espacial foi confirmado pela NASA como parte do foguete Surveyor 2, lançado na década de 1960 para explorar a Lua.

O objeto tem comprimento entre 6,4 e 14 metros e foi descoberto em 17 de setembro de 2020. Já em 08 de novembro, iniciou-se o processo de deriva no domínio gravitacional terrestre. De acordo com a agência espacial, a mudança no trajeto é resultado da radiação solar.

“A pressão exercida pela luz do sol é pequena, mas contínua, e tem um efeito maior sobre um objeto oco do que sólido. Um foguete antigo é essencialmente um tubo vazio e, portanto, é um objeto de baixa densidade com uma grande área de superfície. Portanto, ele será empurrado pela pressão da radiação solar mais do que um aglomerado sólido de rocha de alta densidade”, revelou em comunicado.

Sonda Surveyor 2Sonda Surveyor 2Fonte:  NASA/Reprodução 

Ao longo das décadas, a Minilua 2020 SO esteve diversas vezes perto da Terra, sendo a posição mais estreita registrada em 01 de dezembro do ano passado. Esse evento ocorreu a 220 mil quilômetros, na região de Esfera de Hill, que se estende por cerca de 1,5 milhão de quilômetro de nosso planeta, dominada por forças gravitacionais de atração de satélites. Vale frisar que as miniluas são pequenos asteroides ou objetos artificiais circundantes ao planeta por um curto período de tempo.

Apesar da transformação do percurso, a NASA revelou planos para continuar o monitoramento da 2020 SO ao longo dos próximos anos, até sua completa destruição natural. Isso porque há um esforço em rastrear objetos artificiais lançados, para o controle preciso do lixo espacial.

“Existem tantos fatores no ambiente espacial, como gravitacionais, que afetam o movimento [dos objetos] e podem ser bastante imprevisíveis. É necessário continuar rastreando esses satélites, pois podem se perder com muita facilidade”, disse Alice Gorman, arqueóloga espacial da Universidade Flinders na Austrália, ao ScienceAlert.

O Virtual Telescope Project, serviço astronômico de observações remotas, realizará uma transmissão online ao vivo para acompanhar a despedida do objeto. O vídeo estará disponível a partir desta segunda-feira (01) às 19h no site oficial.

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