Covid-19: vacina de Oxford tem eficácia de até 90%

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Imagem: Jenner Institute/Sean Elias/Divulgação
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Em comunicado nesta segunda-feira (23), a Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca anunciaram que sua vacina, ChAdOx1 nCoV-2019, alcançou 90% de eficácia na fase 3 dos ensaios clínicos, com a administração de meia dose, inicialmente, e depois, uma dose completa. Quando os voluntários receberam duas doses completas, a eficácia caiu para 62%.

Incluindo 131 casos de covid-19, a análise provisória de fase 3 mostrou que a vacina é 70,4% eficaz ao combinar dados de dois regimes de dosagem. Por conta desse número em específico, o mercado de ações abriu nesta segunda registrando uma queda de 2% nos papéis do laboratório AstraZeneca.

Segundo o diretor do Oxford Vaccine Group e pesquisador-chefe do Oxford Vaccine Trial, Andrew Pollard, “essas descobertas mostram que usar uma dose fracionada à metade pode ser cerca de 90% eficaz contra a covid-19. Se esse regime de dosagem for usado, mais pessoas poderão ser vacinadas”

Estão envolvidos na fase 3 dos testes clínicos 24 mil voluntários no Brasil, Reino Unido e na África do Sul. Os dados provisórios desta fase mostraram que a vacina é segura e induz forte resposta imunológica de anticorpos e células T em todas as faixas etárias.

Preço de custo

Os dados divulgados hoje serão agora enviados a todas as agências reguladoras do mundo para análise independente e possível aprovação da ChAdOx1 nCoV-2019  para uso emergencial (muitas já estão analisando as informações, à medida que cada etapa dos ensaios são concluídas, para poupar tempo); depois de revisados internamente, serão enviados para publicação.

A vacina desenvolvida por Oxford pode ser a resposta para países em desenvolvimento: ela não necessita de temperaturas abaixo de - 70°C (como as da Pfizer e da Moderna); elas “são estáveis, facilmente fabricadas, transportadas e armazenadas em temperatura de geladeira doméstica  (entre 2°C e 8°C)”, e sua distribuição não necessita de condições extraordinárias de logística.

Segundo o comunicado divulgado hoje, “um elemento-chave da parceria da Oxford com a AstraZeneca é o compromisso conjunto de fornecer a vacina sem fins lucrativos durante a pandemia em todo o mundo e em perpetuidade para países de baixa e média renda”.

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