Pulseira da MIT permite que usuários controlem seus sonhos

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Imagem: Oscar Rosello (MIT)/Divulgação
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Pesquisadores do Instituto Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) desenvolveram uma pulseira que oferece aos usuários a possibilidade de escolher com o que eles vão sonhar. Batizada de "Dormio", a tecnologia ainda não está no mercado, mas poderá chegar às vitrines em breve.

Para verificar o desempenho do dispositivo, os desenvolvedores realizaram testes em 50 pessoas. Os resultados, publicados em agosto na revista científica Consciousness and Cognitionrevelaram um índice de sucesso de 67%.

Como o Dormio funciona?

A pulseira é conectada a um aplicativo, que grava e reproduz áudios com uma única função: induzir o cérebro a sonhar algo específico. Para tanto, eles são reproduzidos duas vezes, a primeira delas acontece enquanto o usuário se prepara para dormir.

Através de alguns sensores, a pulseira identifica os batimentos cardíacos, a posição dos dedos e outros aspectos que são importantes para identificar estágios do sono. Uma vez que o usuário atinge a hipnagogia, estágio inicial no qual ainda é possível ouvir o mundo exterior, o Dormio é ativado.

Neste momento, o áudio é tocado pela segunda vez. No estudo realizado pelo MIT, os participantes gravaram "Lembre-se de pensar em uma árvore". Alguns minutos depois, eles foram acordados com o aviso "Por favor, me diga o que você estava pensando". Este ciclo se repetiu algumas vezes.

Ao final do teste, mais da metade dos participantes confirmaram que sonharam com árvores e, a cada ciclo, o sonho ficava mais complexo.

Benefícios da invenção

a  MIT Media Lab/Divulgação 

Além da possibilidade de escolher o conteúdo do sonho, o Dormio pode ser útil para o desenvolvimento cognitivo dos usuários, segundo o co-autor Adam Haar Horowitz. Pesquisas anteriores já comprovaram, por exemplo, que sonhar em diferentes idiomas facilita seu aprendizado.

O também co-autor Pattie Maes acredita que a tecnologia "tem potencial para alavancar novas tecnologias comerciais que vão além do rastreamento do sono" e garante que a pulseira será vendida em um futuro próximo.

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