Astrônomos avistam planeta que sobreviveu à morte de sua estrela

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Imagem: NASA/CXC/IASF Palermo/M.Del Santo et al/STScI
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Estrelas não morrem silenciosamente: explodem espetacularmente em supernovas, viram singularidades ou, como fará o nosso Sol, incham e engolem tudo ao seu redor – ou não. Usando o Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS) da NASA e o aposentado telescópio espacial Spitzer, uma equipe internacional de astrônomos descobriu um planeta que sobreviveu à morte da estrela ao redor da qual orbita.

"O processo de transformação em anã branca destrói planetas próximos, e qualquer coisa que depois chegue muito perto geralmente é dilacerada pela imensa gravidade da estrela. Ainda temos muitas perguntas sobre como o WD 1856 b sobreviveu”, disse o astrônomo Andrew Vanderburg, da Universidade de Wisconsin-Madison, principal autor do estudo publicado na Nature.

A WD 1856 + 534 é o que restou de um sol semelhante ao nosso, mas apenas 40% maior do que a Terra e com até 10 bilhões de anos, sendo o membro mais afastado de um sistema estelar triplo. O planeta gigante evolui velozmente ao seu redor a cada 34 horas e, para não ter sido engolfado e incinerado, devia estar 50 vezes mais longe de sua localização atual.

“Após o surgimento das anãs brancas, objetos distantes, como os asteroides, são atraídos pela estrela, esmagados e transformados em um disco de detritos. Planetas podem ter o mesmo destino, mas esta parece ser a primeira vez que vimos um que se aproximou e permaneceu inteiro", disse o astrônomo Siyi Xu, do Observatório Gemini internacional e coautor do estudo.

Esperança para a Terra

Esse não é o primeiro planeta sobrevivente descoberto. Em 2007, uma equipe de astrônomos do Observatório Astronômico de Capodimonte, na Itália, percebeu que a moribunda V 391 Pegasi, na constelação de Pégaso, está sendo acompanhada por um planeta.

Antes mesmo que a estrela se transformasse em uma gigante vermelha, o planeta (um gigante gasoso com 3,2 vezes a massa de Júpiter) estava na mesma distância que separa a Terra do nosso Sol e, contra todas as previsões feitas pela Ciência nesses casos, sobreviveu quando sua estrela se expandiu.

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