Bateria movida a lixo nuclear é testada por startup dos EUA

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startup Nano Diamond Battery (NDB), sediada nos Estados Unidos, anunciou, nessa semana, ter atingido progressos consideráveis em pesquisas relacionadas a uma nova solução energética: uma bateria movida a resíduos nucleares. Em comunicado, a companhia afirma que testes conduzidos no Lawrence Livermore National Laboratory e na Universidade de Cambridge mostraram que o dispositivo já é capaz de gerenciar uma carga de 40%.

Caso a tecnologia seja consolidada, é esperado que os equipamentos criados durem de uma década a 28 mil anos, algo extraordinário que poderia revolucionar desde meios de transporte até dispositivos eletrônicos. Detalhes das operações foram fornecidos pela empresa ao site New Atlas, nos quais alega que as chamadas baterias nano-diamond gerariam menos radiação ao corpo humano que componentes tradicionais e seriam seguras em acidentes com automóveis, custando menos que as de íon-lítio.

Ainda segundo a NDB, a novidade poderia ser produzida em qualquer formato, incluindo o de pilhas AA clássicas. O conceito inicial já estaria finalizado e um protótipo comercial deve ser desenvolvido assim que seus laboratórios retomarem as atividades normais após o fechamento ocorrido pela pandemia da covid-19.

Futuro de componentes energéticos pode estar nos resíduos nucleares.Futuro de componentes energéticos pode estar nos resíduos nucleares.Fonte:  Unsplash 

Futuro promissor

Para aqueles que se perguntam qual seria, exatamente, a durabilidade de uma bateria desenvolvida pela startup, Neel Naicker, representante da NDB, propõe um exercício: "Pense em um iPhone. Um componente do mesmo tamanho seria totalmente recarregado do zero cinco vezes por hora. Imagine isso. Imagine um mundo no qual você não precisaria recarregar sua bateria por um dia inteiro. Agora, imagine por uma semana, um mês... Que tal décadas? É isso o que podemos fazer com essa tecnologia."

Ainda que pareça bom demais para ser verdade, se a companhia realmente conseguir algo assim, John Shawe-Taylor membro da Unesco e professor da University College London, Reino Unido, declara: "Tal capacidade a coloca em uma posição ideal para atender às necessidades mundiais de energia por meio de uma solução distribuída com impacto ambiental e custos de transporte de energia quase zero." É ver para crer.

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