Pesquisadores criam inseto-robô movido a álcool e minúsculo

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Um micro-robô do tamanho de um inseto e movido a álcool é a nova invenção dos pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos. O dispositivo, em formato de besouro, cujos detalhes foram revelados nessa quarta-feira (19), é capaz de realizar várias tarefas em locais de difícil acesso para os humanos.

Batizado de RoBeetle, ele funciona com metanol, ao contrário de outros dispositivos semelhantes, geralmente alimentados por baterias. A escolha pelo combustível líquido não foi à toa, pois além de evitar o uso de fios e outros componentes, o metanol retém mais energia, em pequena escala, aumentando a sua autonomia.

Outro detalhe que chama a atenção é o sistema de locomoção do inseto-robô, composto por músculos artificiais diminutos, capazes de contrair e relaxar, assim como os reais. Uma reação química iniciada com a queima do vapor do combustível é a responsável pela movimentação dos fios de liga de níquel-titânio presentes nas patas dele.

O RoBeetle é capaz de se mover em diferentes tipos de superfícies.O RoBeetle é capaz de se mover em diferentes tipos de superfícies.Fonte:  Science Robotics/Reprodução 

Pesando apenas 88 mg e medindo 15 mm, o RoBeetle também consegue carregar objetos até 2,6 vezes o seu peso, apesar de ser um dos menores e mais leves robôs autônomos já criados, podendo funcionar por até duas horas com o tanque cheio, conforme os responsáveis pelo projeto.

Diferentes utilidades

O inseto-robô movido a álcool consegue se locomover em pisos de diferentes texturas, como vidro, concreto, tecido e outros. Ele foi testado em superfícies planas e inclinadas, se saindo bem em todas elas.

Com as suas medidas compactas e as suas características, o “besouro robô” pode desempenhar os mais variados tipos de tarefas. Entre as possibilidades comentadas, estão a sua utilização em cirurgias complexas, auxiliando médicos e outros profissionais da saúde, e como polinizador artificial.

Para tanto, eles precisam ser programados para se comunicar com os operadores humanos e aumentar a sua autonomia, alguns dos próximos passos a serem dados pelos desenvolvedores.

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