Physarum polycephalum pode auxiliar no traçado de rotas mais eficientes. (Fonte da imagem: Jerry Kirkhart)

Cientistas japoneses acreditam que um mofo, Physarum polycephalum, pode ter propriedades inteligentes que ajudam ele a chegar de um ponto a outro da forma mais eficiente possível. O organismo, que é amoboide e unicelular, pode ser observado a olho nu e foi usado em pesquisas nas quais mostraram a melhor rota a ser feita em um determinado espaço.

Conforme o Yahoo! News, os organismos se movimentam em busca de nutrientes para permanecerem vivos e evitam qualquer item ou substância que possa danificá-los. O grupo de cientistas da Future University Hakodate, liderado pelo professor Toshiyuki Nakagaki, fez pesquisas com o Physarum polycephalum e acredita que o mofo seja útil na solução de problemas complexos de forma mais eficaz do que fazem os computadores.

Na Kyushu University, também no Japão, o pesquisador Atsushi Tero contou a agência de notícias AFP que os mofos podem ser mais úteis do que máquinas na hora de traçar uma rota. “Computadores não são tão bons em analisar as melhores rotas que ligam muitos pontos-base, porque o volume de cálculos se torna grande demais para eles”, conclui.

Para o cientista, esses organismos ameboides, justamente por trabalharem de forma improvisada e gradual, dispensando o restante de trajetos possíveis, podem construir rotas melhores.

As principais ideias de aplicação dizem respeito à criação de rotas. Como a “especialidade” do mofo é essa, ele pode ser usado para a criação de projetos de redes de computador, redes de eletricidade, estruturação da rede de transporte público de uma cidade ou até mesmo para ajudar a compreender o sistema neurológico humano.

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