Na última sexta-feira, 16, os moradores de Birmingham, cidade localizada no estado norte-americano do Alabama, registraram um estranho formato nas nuvens, que mais pareciam ondas no céu. Nesta semana, o ocorrido foi explicado pelo meteorologista Chris Walcek, do Centro Científico de Pesquisa Atmosférica.

Segundo as declarações do especialista, o efeito visto no Alabama é um exemplo claro da teoria das ondas de Kelvin-Helmholtz, a qual explica o que acontece quando uma camada lenta é sobreposta por outra mais rápida, sejam elas compostas por ar, nuvem ou água.

As ondas que costumamos ver no mar são consequência da teoria de Kelvin-Helmholtz, por exemplo. A água do oceano, que fica próxima à superfície da Terra, é coberta por uma camada de ar que se movimenta de maneira muito mais rápida. Quando os dois entram em contato, as cristas são formadas.

Apesar de esse fenômeno ser mais comum entre ar e água do que quando há nuvens envolvidas, esse fato não é impossível de acontecer, como a própria população do Alabama pôde comprovar e registrar. O que aconteceu em Birmingham foi algo raro e incrível, mas de forma alguma significa uma ameaça para os habitantes do lugar.

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