Cientistas chineses estudam anticorpos eficazes contra o coronavírus

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Cientistas chineses anunciaram, nesta quarta-feira (1), a descoberta de anticorpos que podem ser bastante eficazes no tratamento e na prevenção da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus e que já infectou mais de 900 mil pessoas em todo o mundo.

Um remédio feito com os anticorpos como os descobertos pela equipe asiática seria mais eficaz do que os medicamentos utilizados até o momento para tratar os infectados, de acordo com o pesquisador da Universidade de Tsinghua Zhang Linqi, um dos autores da descoberta.

Em janeiro, Linqi e seus colegas iniciaram a análise de anticorpos do sangue de pacientes recuperados da covid-19, junto com pesquisadores do 3º Hospital Popular de Shenzhen. No experimento, foram isolados 206 anticorpos monoclonais, que possuem uma forte capacidade de se ligar às proteínas do vírus.

Uma das possibilidades é usar os anticorpos em pessoas do grupo de risco, aumentando a proteção delasUma das possibilidades é usar os anticorpos em pessoas do grupo de risco, aumentando a proteção delasFonte:  Pixabay 

Com isso, tais anticorpos acabam impedindo o novo coronavírus de entrar na célula do hospedeiro, o que foi comprovado em testes realizados posteriormente. Dos cerca de 20 anticorpos usados nessas experiências, quatro efetuaram o bloqueio da entrada viral, com dois deles apresentando uma eficácia ainda maior.

Remédio a caminho?

A equipe de pesquisadores chineses agora se dedica a descobrir os tipos de anticorpos mais poderosos desse grupo. O objetivo é combiná-los para reduzir o risco de o agente causador da covid-19 sofrer uma mutação. Em caso de sucesso, seria possível produzi-los em massa para testes em animais e depois em humanos.

O grupo liderado por Zhang já até iniciou parceria com a empresa de biotecnologia Brii Bionisciences, na tentativa de apresentar candidatos para uma intervenção profilática e terapêutica.

Normalmente, são necessários pelo menos dois anos para que um remédio obtenha aprovação para uso em pessoas. Mas a urgência provocada pela pandemia do coronavírus pode acelerar este processo, com a realização das etapas em paralelo, em vez de sequencialmente.

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