Governo quer trazer testes rápidos para Covid-19 da Coreia do Sul

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Na tentativa de agilizar o diagnóstico do Coronavírus, o Ministério da Saúde pode adquirir os testes rápidos para a Covid-19 utilizados pelo governo da Coreia do Sul, país que foi um dos mais bem-sucedidos em frear o avanço da doença, ao adotar uma campanha de exames em massa, realizando mais de 222 mil testes até o início de março.

Segundo o secretário de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde Wanderson Oliveira, o órgão já entrou em contato com as autoridades sul-coreanas para avaliar o modelo utilizado por lá, que é bem parecido ao teste de gravidez — ao colocar a amostra, ele dá uma reação e o resultado sai na hora.

A expectativa do órgão é de adquirir pelo menos 150 mil kits destes testes rápidos para o Coronavírus usados na Coreia do Sul, para aumentar a cobertura no Brasil. Atualmente, o país possui apenas 30 mil testes, diferentes dos utilizados no país asiático, que demoram um pouco mais para apresentar o resultado.

Com o resultado na hora, fica mais fácil tomar atitudes para frear o avanço da doença.Com o resultado na hora, fica mais fácil tomar atitudes para frear o avanço da doença.Fonte:  Pixabay 

Mas para que a compra dos testes sul-coreanos seja feita pelo governo brasileiro é necessária a liberação da área técnica do Ministério, confirmando a necessidade de ampliação da cobertura no país, conforme o secretário-executivo da pasta João Gabbardo dos Reis.

Como os testes estão sendo feitos atualmente

Mesmo com a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que todos os casos suspeitos de Coronavírus sejam testados, no Brasil só estão sendo verificados os casos mais graves, especialmente em áreas nas quais foi confirmada a transmissão comunitária do vírus, como no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Também há prioridade para as pessoas que apresentam os sintomas da Covid-19 e tenham vindo de países onde existe a circulação do vírus ou mantido contato com pessoa contaminada ou suspeita de ter a doença.

No momento, o Brasil tem 301 casos confirmados e a primeira morte em decorrência da doença foi registrada nesta terça-feira (17), em São Paulo.