Na escola, você aprendeu que os fusos horários são definidos por um ponto comum: o Meridiano de Greenwich, uma linha imaginária que passa sobre Londres. Locais ao oeste perdem uma hora em relação ao "tempo zero”, enquanto os países do lado oriental somam esse mesmo período. Mas uma discussão recente entre dezenas de cientistas no Reino Unido pode acabar com essa padronização.

A mudança trocaria a referência, que não seria mais a rotação da Terra e o ponto no Observatório de Greenwich, mas o período calculado entre 400 relógios atômicos espalhados pelo mundo, que seria mais exato que o anterior. De acordo com o Physorg, isso é necessário para sincronizar perfeitamente o sistema mundial de horários com redes de telecomunicação e outros serviços que dependem de precisão, como os aparelhos GPS.

O horário dos relógios atômicos, o Universal Coordinate Time (UTC), foi adotado por uma conferência internacional em 1972 e varia do sistema GMT em um minuto em cada 60 a 90 anos, o equivalente a uma hora a cada 600 anos. Apesar de parecer uma diferença pequena, ela acaba criando mais de uma referência para o tempo – e é isso que estaria prejudicando os aparelhos eletrônicos.

Em 2012, a União Internacional de Telecomunicações vai votar sobre a mudança de referência. Além de ser um padrão há 120 anos, o GMT é uma questão histórica para a Inglaterra, que na época da consolidação da Hora Média de Greenwich se firmava como potência europeia e rivalizava contra França e Estados Unidos.

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