Conheça a “cara” do coronavírus que pôs o mundo em alerta

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A não ser que você tenha passado o último mês encerrado em uma caverna e sem qualquer contato com o mundo exterior, você certamente deve estar por dentro da epidemia de coronavírus que começou em Wuhan, na China, no finalzinho de dezembro passado e que, segundo as atualizações mais recentes até a publicação desta matéria, já infectou mais de 24,6 mil pessoas, teve sua presença confirmada em pelo menos 28 países e territórios e já causou a morte de 493 indivíduos. Mas você já viu a “cara” do vírus?

Vilão da vez

A imagem a seguir, divulgada por cientistas da Universidade de Hong Kong, consiste na primeira “foto” do tão temido vilão. Batizado com a sigla 2019-nCoV, o agente infeccioso foi classificado, como todos sabem, como sendo um coronavírus, isto é, um patógeno de uma – já bastante numerosa – família de vírus que podem infectar tanto animais como seres humanos. Veja:

(Fonte: Business Insider / IVDC / China CDC / GISAID / Reuters / Reprodução)

Entre os coronavírus que podem afetar pessoas, há os que causam desde resfriados comuns até os que podem desencadear quadros mais sérios, como é o caso da SARS e da MERS ou Síndrome Respiratória Aguda Grave, causada pelo vírus SARS-CoV, e Síndrome Respiratória do Oriente Médio, provocada pelo MERS-CoV, respectivamente.

(Fonte: BGR / Reprodução)

Mas, falando especificamente do 2019-nCoV, o vírus pode desencadear sintomas semelhantes ao de um resfriando comum, como seriam a coriza, tosse, febre e garganta irritada. Entretanto, o quadro pode se agravar e os infectados podem evoluir para uma pneumonia e apresentar dificuldades para respirar – e em alguns casos, a doença pode ser fatal. Nesse sentido, os grupos mais vulneráveis são os de praxe, ou seja, idosos, crianças, gestantes e pessoas com problemas de saúde pré-existentes, como doenças coronarianas e diabetes.

Contudo, segundo mostram as estimativas, apesar de o 2019-nCoV estar se espalhando depressa pelo mundo e deixando todos em estado de alerta, as estimativas apontam que a taxa de fatalidade é de 2% – o que significa que ela baixa, especialmente quando comparada à de outros vírus, como o Marberg (80%), o Ebola (40%), o H5N1 (52,8%), o Nipah (77,6%), os causadores da SARS (9,6%) e da MERS (34,4%), o da dengue hemorrágica (20%) e o causador da raiva (100%, caso o infectado não receba tratamento).

Os cientistas já conseguiram concluir o sequenciamento genético do 2019-nCoV e, além de pesquisadores e agências de saúde de todo o mundo estarem acompanhando de perto o progresso da epidemia, equipes estão correndo contra o tempo para desenvolver vacinas contra o coronavírus e para detectar possíveis evoluções e mutações do agente.

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