Satélites dos EUA e da Rússia brincam de gato e rato no espaço

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Um jogo de gato e rato tem se desenvolvido sobre nossas cabeças nos últimos dias. Os personagens são o satélite americano USA 245 (o rato) e o Kosmos 2542 (o gato). A movimentação, detectada no último dia 20 de janeiro, sugere que o russo se aproximou para espionar o americano – e os EUA não podem fazer nada em relação a isso.

Os dois estão agora a menos de 300 quilômetros um do outro (o que é muito pouco, quando se fala em espaço). Quem descobriu a manobra foi o estudante de pós-graduação em astrodinâmica Michael Thompson.

O satélite russo é parte da série dita "de inspeção" Kosmos, cuja missão é observar o funcionamento de dispositivos implantados via um sistema parecido com as bonequinhas russas: um satélite maior solta um menor que libera outro menor ainda. A “mãe”, então, fica de olhos nos “filhos”. O problema é que o dispositivo americano não é Mateus para que o Kosmos 2542 o embale.

O Kosmos 2542 foi lançado pelo Soyuz-2-1v cercado de mistério. (Fonte: Ministério da Defesa da Rússia/The Drive/Reprodução)

"Inspecionar" os outros é comum

Segundo o especialista em política espacial da Secure World Foundation Brian Weeden, os EUA lançaram a onda de satélites inspetores com o Power, em 1990 (os EUA jamais reconheceram a missão). “Não é exclusividade da Rússia. Esse tipo de manobra não acontece todos os dias, mas ocorre, eventualmente”, disse Weeden ao site Technology Review.

Desenho da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA mostra como um satélite pode atacar outro. (Fonte: The Drive/Reprodução)

Em novembro passado, o Kosmos 2542 liberou em órbita um satélite. Três dias depois, o USA 245 teve que manobrar para desviar do novato – ocasião em que o russo sincronizou sua órbita com a do satélite americano.

Não é crime um satélite seguir o outro. O que resta aos EUA é mover seu dispositivo, o que pode ser um inútil gasto de combustível, pois nada impede que o russo vá atrás dele.

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