Estilo Star Wars: cientistas criam hologramas 'táteis' e com som

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Cientistas da Universidade de Sussex, na Inglaterra, desenvolveram uma espécie de projetor que emite simultaneamente áudio, vídeo e pressão no ar que pode ser sentida na pele humana. Dessa forma, o equipamento projeta um holograma com características bem parecidas com o que temos nos filmes da série Star Wars.

O projeto chegou ao estágio atual em Sussex, mas foi iniciado por pesquisadores da Universidade de Navarra, na Espanha. Foi uma equipe liderada por Asier Marzo que criou a primeira técnica para tentar adicionar som às reproduções 3D.

Em um espaço limitado à área do tamanho de uma xícara de café, os cientistas projetam luz sobre uma bolinha de plástico bem pequena, que se move rapidamente, por meio de ondas ultrassônicas. Essas ondas, assim como as sonoras, comprimem e descomprimem o ar ao seu redor, durante a transmissão. É esse movimento que “prende” a bolinha suspensa no ar, a uma velocidade de 9 m/s.

Depois disso, os cientistas adicionaram alto-falantes ao redor da bolinha e emitiram luz com o uso de diodos de luz vermelha, verde e azul. Apenas os feixes de luz refletidos pela bolinha podem ser vistos por nós, o que nos dá a impressão de uma imagem 3D em movimento.

O experimento foi publicado em agosto na Applied Phsysics Letters. Veja-o em ação:

Chegando em Sussex, o projeto foi entregue à equipe de Sriram Subramanian, que, em vez dos 60 alto-falantes usados originalmente, resolveu utilizar 512. O espaço em torno da bolinha foi aumentado para a área do tamanho de uma torradeira.

Essas alterações permitiram que a bolinha se movimente 10 vezes mais rápido que no projeto inicial, o que torna a taxa de atualização da imagem muito mais fluida, permitindo a transmissão de imagens com movimentos mais complexos.

As ondas ultrassônicas também foram modificas para permitir a emissão de sons que podem ser reconhecidos pelo ouvido humano, além de criar áreas de maior convergência (concentração) no ar, que podem ser sentidas pela pele humana.

No futuro, essa tecnologia poderá ser usada no campo da saúde, para que médicos possam visualizar tumores em 3D, o que vai facilitar sua remoção, assim como em outras áreas.

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