Seu celular esquenta? Cientistas podem ter descoberto a solução

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Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computadores da Universidade Nacional de Singapura descobriram uma potencial solução para o problema de superaquecimento de dispositivos como computadores e smartphones. A tecnologia usa a técnica das “ondas de rotação” para alternar a magnetização dos circuitos, trazendo sua temperatura para a mesma que está no ambiente.

Todo usuário de PC, notebook, celular e tablet sabe como é chato o problema de superaquecimento. Altas temperaturas fazem com que as frequências de chips de processador e memórias sejam diminuídas, a fim de que a temperatura seja controlada, evitando o desgaste acima do normal. Quando as frequências baixam, a performance do dispositivo também diminui, muitas vezes, chegando até a travar.

A alta temperatura dos componentes é causada pelo fluxo de correntes elétricas, que possuem cargas se movimentando em altíssima velocidade em seu interior. É esse movimento de partículas que gera o calor, impactando no desempenho, principalmente em dispositivos pequenos e com pouco espaço para acoplar sistemas de refrigeração mais eficientes. Além de diminuir o desempenho, o calor é inimigo número um da vida útil das baterias.

As “ondas de rotação”

Os pesquisadores da UNS desenvolveram a técnica das ondas de rotação, por meio da qual é possível propagar distúrbios na ordenação de materiais magnéticos (alternância de magnetização). Do ponto de vista das quase-partículas, essas ondas de rotação são conhecidas como “magnons”.

Torque baseado em magnon. Fonte: Universidade Nacional de Singapura.

As ondas de rotação podem “carregar” informações mesmo com o uso de isoladores, sem envolver cargas em movimento. Isso permite um aumento de atividade com menor propagação de calor, em comparação com as rotações de elétrons, que não usadas atualmente.

Há ainda outra vantagem: as ondas de rotação podem operar com frequências na casa dos terahertz, que são muito mais rápidas que as frequências usadas nos dispositivos que temos hoje. Isso significa que, no futuro, os equipamentos terão desempenho superior sem gerar calor excessivo.

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