Aedes aegypti: o mosquito transmissor da dengue. (Fonte da imagem: Wikimedia Commons)

Na Guatemala, mosquitos criados em laboratório têm seus genes modificados para se autodestruírem quando acasalarem com mosquitos normais. A ideia dos pesquisadores é bem simples: combater a proliferação de insetos transmissores de doenças, em especial o Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. As informações são do site da revista Scientific American.

Com isso, os cientistas acreditam que conseguiriam diminuir a quantidade de novos mosquitos da dengue espalhados na natureza. A pesquisa é desenvolvida na região que compreende o norte da Guatemala e o sul do México, cuja selva já recebeu um grupo de mosquitos geneticamente modificados.

O assunto, porém, gera bastante controvérsia tanto nas comunidades locais quanto internacionalmente. A principal polêmica vem do fato de as primeiras liberações de mosquitos modificados terem sido feitas em segredo, sem que a população que “receberia” os insetos soubesse dos estudos.

Além disso, outro problema levantado é o desconhecimento quanto às consequências que esse tipo de ação (a de introduzir organismos que têm seus genes modificados) pode causar tanto no meio ambiente quanto nas pessoas que vivem próximas à região onde os mosquitos foram liberados. A Scientific American disponibiliza em seu site um artigo sobre as questões éticas relacionadas ao tema (em inglês).