Grafeno pode servir como campo de força contra mosquitos

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De acordo com um artigo publicado ontem (26) por um grupo de pesquisadores da Brown University, em Providence (Estados Unidos), a aplicação de óxido de grafeno em tecidos pode criar uma camada protetora contra mosquitos. A equipe estava trabalhando em um composto resistente a produtos químicos, mas percebeu que a roupa parecia protegê-los das picadas.

De acordo com o artigo, o grafeno funciona como uma espécie de campo de força que impede que o mosquito pique a pessoa. Isso acontece de duas maneiras. No primeiro caso, o óxido de grafeno provoca algum tipo de reação no organismo do mosquito, o que faz com que ele perca a força necessária para projetar sua probóscide (apêndice utilizado para perfurar a pele e sugar o sangue).

A segunda ação do grafeno se mostrou ainda mais interessante. Quando o mosquito precisa se alimentar, ele capta sinais químicos da pele para saber em qual direção está a presa. Durante a pesquisa, algumas pessoas foram expostas aos insetos com uma gaze protegida com uma camada de óxido de grafeno, e os mosquitos nem pousaram na pele delas.

Embora o estudo ainda precise explorar mais as causas desse comportamento, em teoria, se uma pessoa estivesse com uma roupa coberta de óxido de grafeno, ela nem ao menos ouviria os zumbidos dos mosquitos.

Pesquisadores descobriram que o grafeno atua como um campo de força contra os mosquitos. (Fonte: Brown University/Reprodução)

A água pode ser um problema

Porém, a equipe também descobriu que o óxido de grafeno fica vulnerável à perfuração quando está saturado com água, perdendo sua capacidade de inibição. Os pesquisadores procuraram contornar o problema, acrescentando um composto reduzido de oxigênio, mas que, diferentemente do grafeno, não é respirável. Isso significa que um tecido revestido com essa mistura não seria confortável.

A equipe procura agora descobrir uma maneira de estabilizar o composto, mesmo quando embebido em água, e os resultados obtidos até o momento são animadores. Mosquitos são transmissores de inúmeras doenças, muitas delas fatais, e uma proteção que agrida menos a pele que os repelentes químicos promete ter um futuro promissor.

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