Observatório Nacional participa de estudo sobre estrelas gigantes

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Um grupo brasileiro liderado pelo pesquisador Marcelo Borges Fernandes, vinculado ao Observatório Nacional, integrará um consórcio internacional de pesquisadores da Europa, da Ásia e da América do Sul para estudar estrelas gigantes. A parceria foi criada para desenvolver o projeto Physics of Extreme Massive Stars (POEMSou Física de Estrelas com Massas Extremamente Altas

Os brasileiros contribuirão para a análise de dados provenientes tanto do exterior como do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA). A ideia é que sejam empregadas diversas técnicas observacionais, como espectroscopia de alta resolução, fotometria, polarimetria e interferometria.

O Brasil está entre os 15 países que mais geram publicações de pesquisa no mundo.

O Brasil está entre os 15 países que mais geram publicações de pesquisa no mundo, de acordo com o relatório Research in Brazil, produzido no ano passado pela consultoria Clarivate Analytics a pedido da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O mesmo relatório indica que as instituições públicas são responsáveis por quase toda a pesquisa científica no País, respondendo por 99% dos artigos brasileiros publicados em bases de dados de credibilidade mundial. A parceria internacional do Observatório é mais uma expressão dessa tendência.

(Reprodução/Pexels)

O POEMS foi aprovado pelo programa Horizon 2020, da Comissão Europeia, e a parceria terá duração de 4 anos (entre 2019 e 2022). A equipe que trabalhará no projeto conta com cerca de 50 pesquisadores de diversos países, como Alemanha, Argentina, Bélgica, Estônia e Reino Unido. 

Estão previstas visitas mútuas de colaboração nos diferentes institutos envolvidos, assim como eventos de estudos e de divulgação científica. Uma oficina de trabalho que será realizada em 2022 para debater os resultados finais está prevista para acontecer no Brasil.

As estrelas de massas extremamente altas são importantes para a formação de planetas como a Terra e para a evolução da Via Láctea. Elas são fenômenos de grande magnitude, mas ainda pouco compreendidos, por isso a expectativa é que o projeto revele traços ainda desconhecidos de suas características e que produza ainda mais informações sobre o Universo.

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