(Fonte da imagem: Reprodução/Spectrum IEEE)

Cientistas da Universidade Duke (Estados Unidos) estão utilizando macacos para criar tecnologias capazes de devolver (ou pelo menos criar alternativas para) o movimento de pessoas com paralisia. Neste primeiro momento, os animais estão utilizando alavancas para mover braços virtuais e interagir com elementos criados por software.

O próximo passo é eliminar a necessidade das alavancas, para que os movimentos sejam originados já no cérebro dos macacos, por meio de sensores de atividade cerebral e transmissores. Com isso, bastará que os animais pensem em interagir com os objetos virtualizados na tela para que os braços virtuais possam realizar todas as tarefas imaginadas.

Outra inovação no projeto é referente ao envio de informações da máquina para o cérebro. Dessa maneira, os macacos conseguem também sentir texturas e formas dos objetos tocados, pois o sistema mecânico consegue simular os elementos e enviar as informações diretamente para o chip cerebral.

Assim que isso for concretizado, os cientistas devem fugir das telas e partir para objetos reais. Ou seja, vão ser criados braços mecânicos que identificam a atividade cerebral dos macacos para que sejam movidos. O grande desafio é fazer com que, no futuro, os sensores sejam capazes de identificar a atividade cerebral humana.

Os pesquisadores da Duke desejam tornar possível que pessoas com paralisia dos braços possam interagir com objetos. Apesar de sabermos que ainda vai levar alguns anos até que o projeto esteja implementado com perfeição, as pesquisas mostram avanços muito animadores tanto para a tecnologia, quanto para a medicina.

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