Amostras lunares armazenadas desde 1972 serão finalmente estudadas

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Há quase 50 anos, 3 amostras lunares foram armazenadas na Terra pela NASA depois das missões Apollo 15, 16 e 17; agora, esses materiais intocados serão finalmente estudados por 9 grupos de cientistas escolhidos pela instituição. O anúncio foi realizado durante um discurso sobre o orçamento da agência espacial no Centro Espacial John F. Kennedy.

Preservar as amostras foi uma espécie de investimento para o futuro. “Armazenamos intencionalmente para poder tirar vantagem das tecnologias avançadas e sofisticadas de hoje e responder a perguntas que nem sabíamos que existiam”, disse Lori Glaze, diretora interina da Divisão de Ciência Planetária, ao site oficial da NASA. Os times de cientistas realizarão pesquisas distintas e foram escolhidos no processo seletivo do programa Apollo Next Generation Sample Analysis (ANGSA).

Os temas definidos pela ANGSA são bem variados e incluem a preservação de compostos orgânicos, a atividade vulcânica na lua e o modo como meteoritos afetam a geologia lunar. Os cientistas trabalharão com especialistas da NASA para evitar riscos de contaminação. A instituição está confiante em abdicar das suas preciosas pedrinhas, pois pretende conseguir novas amostras em um futuro próximo, já que possui planos para enviar astronautas à lua novamente.

Jamie Elsila, líder do primeiro time de cientistas, trabalhando no laboratório de Exobiologia Analítica do Centro de Voos Espaciais Goddard. Fonte: NASA/Goddard/Tim Childers

O primeiro time de cientistas trabalhará com pedras preservadas das missões Apollo 15 e 17. Liderados por Jamie Elsila, os pesquisadores do Centro de Voos Espaciais Goddard querem descobrir se compostos orgânicos voláteis — possíveis precursores dos aminoácidos — são mais abundantes nas regiões ocultas da lua, o que talvez ajude no entendimento sobre a química do satélite natural.

“É um privilégio ter acesso às amostras. Nós esperamos contribuir não apenas para melhorar nosso entendimento sobre a química lunar mas também para preservar novos exemplares”, disse Elsila em entrevista ao site oficial da NASA.

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