Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) descobriram novas propriedades para a teia de aranha que podem ser utilizadas na robótica. Aparentemente, a fibra se contrai quando exposta às mudanças de umidade — o processo se chama supercontração.  A pesquisa foi publicada no dia primeiro de março e está disponível no periódico científico Science Advances.

Quando exposta a umidades acima de 70%, a teia de aranha contrai e gira ao mesmo tempo com força suficiente para ser competitiva com outros materiais que são utilizados como atuadores na robótica. Dabiao Liu, membro da equipe de pesquisa e professor na Universidade de Ciências e Tecnologia de Huazhong, China, afirmou que a descoberta foi um acidente; os cientistas queriam apenas entender os efeitos da umidade em uma corda com teias de aranhas. Então, suspenderam um peso e perceberam que ele girava quando a umidade crescia. Outros materiais, como cabelo humano, foram testados, mas o fenômeno não repetiu.

Pupa Gilbert, professor de física, química e materiais da Universidade de Wisconsin, disse que o mecanismo molecular responsável por este efeito possui ótima performance e poderá ser utilizado para fabricar robôs, sensores de umidade e até tecidos inteligentes. Agora que a supercontração foi descoberta, talvez seja possível replicá-la em tecidos artificiais. Isso também significa que outros materiais talvez possuam esta capacidade.

O motivo biológico para este processo ainda é desconhecido. Porém, os pesquisadores acreditam que a teia se contrai na natureza quando está em contato com o orvalho matinal para não ser danificada.