Olha o Brasil fazendo bonito no espaço: o Solar-T, um telescópio brasileiro criado para observação do Sol em frequências inéditas, foi lançado pela NASA em 2006 para fazer um percurso ao redor da Antártida com o objetivo de registrar explosões solares em terahertz (THz). Depois da bem-sucedida experiência, uma nova versão aprimorada, o Sun-THz, será enviada para a Estação Espacial Internacional, onde poderá fazer medições constantes.

O Sun-THz foi desenvolvido por uma equipe do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (CRAAM), em colaboração com colegas do Centro de Componentes Semicondutores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A nova versão será construída em uma parceria com o Instituto Lebedev de Física, na Rússia, onde será montada a maior parte do instrumento.

estação internacional espacialO Solar-T, que em breve será substituído pelo Sun-THz. Fonte: Inovação Tecnológica

O conjunto fotométrico trabalhará em uma frequência de 0,2 a 15 terahertz (THz), que só pode ser captada do espaço porque é absorvida pela atmosfera. A previsão de lançamento ficou para 2022.

Sensores de grafeno

Os astrônomos brasileiros esperam novas melhorias nesses equipamentos com a construção de sensores de grafeno, que são muito sensíveis às frequências em THz. Com isso, além de detectar a polarização da luz, os novos telescópios poderão ser ajustados eletronicamente.

Experimentos para a criação desses detectores já estão ocorrendo no Brasil, principalmente no Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias, o MackGraphe, em São Paulo.