Uma nova inteligência artificial desenvolvida pela empresa FDNA usa aprendizado profundo para avaliar fotos do rosto de pessoas para diagnosticar a possibilidade de doenças genéticas. Chamada de DeepGestalt, ela visa facilitar o cuidado e a prevenção desse tipo de problema.

Um estudo conduzido pelo diretor de tecnologia da FDNA Yaron Gurovich e publicado na revista científica Nature Medicine afirma que a DeepGestalt foi mais bem-sucedida do que os médicos na hora de identificar diversas síndromes em três testes distintos. Para os especialistas, a novidade pode trazer um avanço significativo e personalizado para os cuidados com a saúde.

Os cientistas abasteceram a inteligência artificial com 17 mil imagens de rosto de pacientes diagnosticados com mais de 200 doenças genéticas diferentes. Depois disso, a tecnologia foi capaz de identificar imagens de rosto de pessoas portadores de algumas síndromes com 91% de precisão em um dos testes. Em outro, ela teve 64% de precisão e, por fim, no último, a taxa de acerto foi de 20%.

IAIA quer identificar traços associados a desordens genéticas para auxiliar na prevenção. (Fonte: Nature)

A pesquisa cita, ainda, que 8% da população mundial tem doenças com origem ou favorecidas por fatores genético. E é justamente esse o objetivo atua a nova tecnologia, que seria capaz de identificar com precisão tais fatores para criar um panorama específico para cada pessoa, indicando possíveis doenças e facilitando a prevenção.

“Isso demonstra como se pode aplicar os algoritmos de ponta, como aprendizado profundo, a um campo desafiador, com pouca disponibilidade de dados e desequilibrado em termos de pacientes disponíveis por condição e com grande necessidade de se dar conta de uma imensa quantidade de dados”, registra Gurovich.