Faz pouco mais de 1 ano que a IBM apresentou o protótipo do processador quântico comercial IBM Q, de 17-bits quânticos (qubit), e agora o trabalho finalmente foi revelado de maneira oficial para o mercado. Aconteceu durante a CES 2019, quando a empresa anunciou o Q System One, primeiro sistema universal integrado de computação quântica pensado para uso científico e comercial.

A fabricante garante que ele é o que há de melhor em termos de programa de computação quântica na nuvem disponível na atualidade. Com design modular e compacto, o produto traz em seu coração um chip de 20-qubit de quarta geração e tem como foco principal estar fora dos laboratórios, oferecendo desempenho de sobra para os mais diversos propósitos comerciais.

"O IBM Q System One é um grande passo rumo à comercialização da computação quântica", celebra Arvind Krishna, vice-presidente sênior de hibridez de nuvem e diretor do IBM Research.

Entre as possibilidades de uso da nova supermáquina, a IBM destaca as seguintes:

  • Hardware quântico projetado para ser estável e calibrado automaticamente para fornecer bits quânticos de alta qualidade repetíveis e previsíveis;
  • Engenharia criogênica que oferece um ambiente quântico continuamente isolado e refrigerado;
  • Eletrônicos de alta precisão em formato compacto para controle rígido de grandes quantidades de bits quânticos;
  • Firmware quântico para gerenciar o sistema de saúde e garantir atualizações de sistema sem atrasos para os usuários; e
  • Computação clássica para oferecer acesso a nuvem seguro e execução híbrida de algoritmos quânticos.

Além do poderio, o IBM Q System One chama a atenção pelo design: a máquina, que muito se parece com uma instalação artística, foi desenvolvida em parceria com os estúdios britânicos de design Map Project Office e Universal Design Studio.

Ainda no âmbito dos projetos quânticos, a IBM afirma que vai inaugurar o Q Quantum Computacion Center no estado de Nova York, nos Estados Unidos, ainda neste ano.