Lembrar-se das histórias de livros na íntegra ou do conteúdo lido para uma prova pode não ser tarefa fácil. Isso porque o cérebro só é capaz de memorizar pequenos trechos. No entanto, as fontes utilizadas nos textos também assumem parcela da culpa. Então, uma equipe da Universidade australiana RMIT, desenvolveu uma solução para melhorar a retenção de conteúdo, a Sans Forgetica.

Partindo do princípio de que fontes comuns são de fácil interpretação para cérebro, a Sans Forgetica faz o contrário — e é aí que se destaca. Seu design aposta em dificultar a leitura, exigindo maior concentração para interpretação e, como consequência, desacelerando a leitura.

Cada caractere foi alterado e possuem lacunas evidentes. Assim, o cérebro é encarregado de “completar” as figuras, a fim de decodificá-las. Esse obstáculo possibilitou que estudantes memorizassem 57% do conteúdo lido, 7% a mais diante daqueles que utilizaram Arial para o mesmo material.

Outra sutil mudança é na inclinação, 8 graus à esquerda. Dificultando ainda mais a interpretação, mas sem torná-la impossível.

A equipe, composta por um designer e profissionais da psicologia, realizou diversos testes para encontrar um equilíbrio entre a dificuldade e a legibilidade. Um dos protótipos, inclusive, despencou o índice de retenção — com alterações exageradas na inclinação, simetria e lacunas dos caracteres.

Embora pareça perfeita para estudar, utilizar a fonte para ler artigos ou livros inteiros pode causar fortes dores de cabeça. Portanto, não saia alterando todos os textos importantes! O uso ideal da Sans Forgetica é para facilitar a memorização de pequenos trechos.

A Sans Forgetica está disponível para download para PC e Mac. Há também uma extensão para Google Chrome que aplica a fonte para partes selecionadas..